Paraná confirma segundo caso importado de febre amarela.
14/05/2018 - 08:58

Foi confirmado no boletim epidemiológico divulgado na terça-feira (8), o segundo caso importado de febre amarela registrado no Paraná em 2018. O caso se refere a um jovem de 30 anos, de São José dos Pinhais, que visitou uma cidade no Vale do Ribeira em março. Ele recebeu atendimento de saúde e passa bem. O primeiro caso de febre amarela confirmado no Estado foi de uma mulher não vacinada que visitou a cidade de Mairiporã, em São Paulo, e que também evoluiu para cura.

A vacina está disponível na rede de saúde pública para pessoas a partir dos 9 meses de idade até os 59 anos. É necessária apenas uma única dose da vacina para garantir imunização durante a vida inteira.

O alerta principal é para pessoas que residem em áreas de matas e rios ou que fazem atividades como trilhas, pesca e acampamentos. Quem for visitar esses locais, deve procurar a unidade de saúde pelo menos 10 dias antes da viagem. Esse é o tempo necessário para garantir a devida imunização contra a doença.

Para gestantes, mulheres que amamentam, crianças até 9 meses de idade, adultos maiores de 60 anos, pessoas com alergia grave a ovo ou imunodeprimidos a recomendação é que só sejam vacinados com indicação médica.

SINTOMAS – A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus que se manifesta com febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dor no corpo, pele e olhos amarelados (icterícia). Também é possível haver hemorragia (gengiva, nariz, estômago, intestino e urina) podendo levar à morte nas formas mais graves.

A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados. Não existe transmissão de pessoa a pessoa. Atualmente no Brasil só há registro da febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos haemagogus e sabethes.



Para acessar o Boletim e mais informações sobre a Febre Amarela, clique aqui .


Vacina


Todos os viajantes internacionais que vão visitar qualquer área dos estados da Região Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) devem se vacinar contra a febre amarela. A recomendação é da Organização Mundial da Saúde (OMS). Até recentemente, algumas partes desses estados não eram consideradas áreas de risco para a doença.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas, a decisão foi tomada devido à progressão da transmissão da doença no país desde o final de 2016.

A OMS destacou que áreas metropolitanas densamente povoadas, como Rio de Janeiro e São Paulo, não eram consideradas de risco para a transmissão do vírus até abril de 2017. Entre 1º de julho de 2017 e 2 de maio de 2018, foram confirmados no Brasil 1.257 casos de febre amarela, incluindo 394 óbitos.

Infecção por febre amarela


No mesmo período, segundo a Opas, foram notificados 19 casos confirmados de infecção por febre amarela entre viajantes internacionais não vacinados, incluindo três detectados no Brasil e 16 na Alemanha, Argentina, França, Holanda, Reino Unido, Romênia e Suíça. Pelo menos nove dos casos relatados haviam viajado para Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ).

Esse cenário leva a crer que, nos próximos meses, a disseminação do vírus causador da doença continue ao longo do ecossistema da Mata Atlântica no estado de São Paulo, em direção ao Paraná e aos outros dois estados do sul do país (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), informou a Opas.

A dose contra a febre amarela já era recomendada para viajantes internacionais que se dirigem a estados do Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil, além do Maranhão e partes dos estados da Bahia e do Piauí. A Opas recomenda que a vacinação seja feita pelo menos dez dias antes da viagem.

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