Sarampo - Atualização Américas 04/02/2026 - 08:23
De acordo com os dados mensais de vigilância do sarampo e da rubéola publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 1º de janeiro de 2025 a 1º de janeiro de 2026, foram relatados 552.699 casos suspeitos de sarampo em 179 Estados-Membros nas seis regiões da OMS, dos quais 247.623 (44,8%) foram confirmados.
28% dos casos foram relatados na Região do Mediterrâneo Oriental da OMS, seguida pela Região Africana da OMS com 25% dos casos e pela Região Europeia da OMS com 22% dos casos (Figura 1) (1).
O aumento acentuado de casos de sarampo na Região das Américas durante 2025 e o início de 2026 constitui um sinal de alerta que exige ação imediata e coordenada dos Estados-Membros. A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) insta os Estados-Membros a priorizarem o fortalecimento das atividades de vigilância e vacinação de rotina e a garantirem uma resposta rápida e oportuna aos casos suspeitos. Recomenda também a implementação de busca ativa de casos na comunidade, em instituições e em laboratórios para a identificação precoce de casos, bem como o desenvolvimento de atividades complementares de vacinação com o objetivo de sanar as lacunas de imunidade.
Figura 1. Distribuição de casos de sarampo por mês e região da OMS, 2025
Regiões da OMS: AFR: Região Africana; AMR: Região das Américas; EMR: Região do Mediterrâneo Oriental; EUR: Região Europeia; SEAR: Região do Sudeste Asiático; WPR: Região do Pacífico Ocidental.
Fonte: Adaptado de dados publicados pela Organização Mundial da Saúde. Dados de imunização: Dados provisórios sobre sarampo e rubéola. Genebra: OMS; 2026 [acessado em 21 de janeiro de 2026]. Disponível em: https://immunizationdata.who.int/global?topic=Provisional-measles-and-rubella-data&location= (1).
1 Inclui casos confirmados por critérios laboratoriais, clínicos ou epidemiológicos.
Resumo da situação na Região das Américas
Em 2025, entre a semana epidemiológica (SE) 1 e a SE 53, na Região das Américas, foram confirmados 14.891 casos de sarampo, incluindo 29 óbitos, dos quais 22 (73%) ocorreram em populações indígenas (2). Os casos foram relatados por Argentina (n= 36 casos), Belize (n= 44 casos), Estado Plurinacional da Bolívia (n= 597 casos), Brasil (n= 38 casos), Canadá (n= 5.436 casos, incluindo duas mortes), Costa Rica (n= 1 caso), El Salvador (n= 1 caso), Estados Unidos da América (n= 2.242 casos, incluindo três mortes), Guatemala (n= 1 caso), México (n= 6.428 casos, incluindo 24 mortes), Paraguai (n= 49 casos), Peru (n= 5 casos) e Uruguai (n= 13 casos) (Tabela 1). Esse total representa um aumento de 32 vezes em comparação com os 466 casos de sarampo relatados em 2024 (2). Comparado ao histórico de casos de sarampo na Região, o número de casos confirmados em 2025 foi o maior desde 2019, que foi o ano com o maior número de casos nos últimos 22 anos (n = 23.269).
Em 2026, entre as semanas epidemiológicas 1 e 3, foram confirmados 1.031 casos de sarampo na Região das Américas, sem óbitos relatados. Os casos foram relatados pela Bolívia (n = 10 casos), Canadá (n = 67 casos), Chile (n = 1 caso), Estados Unidos da América (n = 171 casos), Guatemala (n = 41 casos), México (n = 740 casos) e Uruguai (n = 1 caso) (Tabela 1). Este total representa um aumento de 45 vezes em comparação com os 23 casos de sarampo relatados no mesmo período em 2025.
Tabela 1. Distribuição de casos por semana epidemiológica de 2025 e 2026, por país.
| País | Nº de casos SE 53/2025 | Nº de casos SE 2/2026 | Última data de início da erupção cutânea (SE) |
|---|---|---|---|
| Argentina | 36 | SE 49/2025 | |
| Belize | 44 | SE 45/2025 | |
| Bolívia | 597 | 10 | SE 2/2025 |
| Brasil | 38 | SE 50/2025 | |
| Canadá | 5.436 | 67 | SE 2/2025 |
| Chile | 0 | 1 | SE 53/2025 |
| Costa Rica | 1 | SE 20/2025 | |
| El Salvador | 1 | SE 52/2025 | |
| Estados Unidos | 2.242 | 171 | SE 2/2025 |
| Guatemala | 1 | 41 | SE 2/2025 |
| México | 6.428 | 740 | SE 2/2025 |
| Paraguai | 49 | SE 39/2025 | |
| Peru | 5 | SE 44/2025 | |
| Uruguai | 13 | 1 | SE 2/2025 |
| Total | 14.891 | 1.031 |
Fonte: Adaptado de dados fornecidos pelos respectivos países.
2 No Canadá, os casos de sarampo incluem casos confirmados e prováveis.
Situação Epidemiológica do Sarampo por País na Região das Américas
A seguir, um resumo da situação epidemiológica do sarampo nos países, listados em ordem alfabética, que relataram casos confirmados nas Américas em 2025 e 2026. Desde a última atualização epidemiológica da OPAS/OMS sobre o sarampo na Região das Américas, publicada em 19 de setembro de 2025, os países que relataram casos confirmados foram Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Estados Unidos e Uruguai.
Na Argentina, entre a semana epidemiológica 1 e a semana 53 de 2025, foram confirmados 36 casos de sarampo. Os casos confirmados foram relatados na Cidade Autônoma de Buenos Aires (CABA) (n=21 casos), nas províncias de Buenos Aires (n=13 casos), Entre Ríos (n=1 caso) e San Luis (n=1 caso). Do total de casos, seis foram importados, 15 estavam relacionados à importação, 14 não tinham fonte de infecção conhecida e um foi confirmado com a fonte de infecção em investigação. Os casos estão distribuídos em uma faixa etária de 5 meses a 40 anos; 50% (n=18) correspondem a crianças menores de 4 anos, 19% (n=7) a pessoas entre 5 e 19 anos e 31% (n=11) a adultos com 20 anos ou mais. A taxa de incidência por faixa etária mostra que o grupo mais afetado é o de crianças menores de 4 anos (5,6 casos por 100.000 habitantes). Em relação ao histórico de vacinação, 39% (n=14) dos casos não foram vacinados ou tinham histórico de vacinação desconhecido, 17% haviam recebido uma dose da vacina tríplice viral (n=6) e 22% haviam recebido duas doses da vacina tríplice viral (n=8). De todos os casos, 6% necessitaram de hospitalização (n=2). De acordo com a genotipagem realizada em amostras de casos confirmados (n=26 amostras), os seguintes genótipos foram identificados: B3 DSID 9240, D8 DSID 5963 linhagem Patán, D8 DSID 9171 linhagem MVs/Ontario.CAN/47.24 e B3 DSID 6418 linhagem MVs/Quetta.PAK/44.20. Entre a semana 1 e a semana 3 de 2026, nenhum caso de sarampo foi confirmado. Durante 2024, a cobertura nacional de vacinação MMR atingiu 82,1% para a primeira dose e 46,4% para a segunda dose.
Em Belize, entre a semana epidemiológica 1 e a semana 53 de 2025, foram confirmados 44 casos de sarampo. Destes, 13 foram confirmados por testes laboratoriais e 31 por vínculo epidemiológico. Os casos confirmados foram identificados nos distritos de Cayo (n=43) e Corozal (n=1). Do total de casos confirmados, sete foram importados e 37 estavam relacionados à importação. Quatro dos casos importados relataram histórico de viagem ao México entre janeiro e abril de 2025, enquanto três casos importados relataram histórico de viagem ao Canadá entre maio e setembro de 2025. Os casos estavam distribuídos em uma faixa etária de 0 a 45 anos, sendo 18% (n=8) menores de 5 anos, 64% (n=28) entre 5 e 19 anos e 18% (n=8) com 20 anos ou mais. Em relação ao histórico de vacinação contra o sarampo, 100% (n=44) dos casos não eram vacinados ou tinham histórico de vacinação desconhecido no momento do diagnóstico. Apenas um caso necessitou de hospitalização. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 3 de 2026, nenhum caso de sarampo foi confirmado. Durante 2024, a cobertura vacinal nacional com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) atingiu 83,5% para a primeira dose e 82,9% para a segunda dose.
Na Bolívia, entre a semana epidemiológica 1 e a semana 53 de 2025, 597 casos de sarampo foram confirmados em 9 departamentos. Os casos confirmados foram notificados nos departamentos de Santa Cruz (n=467 casos), La Paz (n=41 casos), Cochabamba (n=36 casos), Beni (n=14 casos), Tarija (n=12 casos), Potosí (n=10 casos), Oruro (n=9 casos), Chuquisaca (n=7 casos) e Pando (n= 1 caso). Os casos estão distribuídos em uma faixa etária de 0 meses a 57 anos; 12%
(n= 72) corresponde a crianças menores de 1 ano, 21% (n= 128) a pessoas entre 1 e 4 anos, 20% (n= 122) a pessoas entre 5 e 9 anos, 14% (n= 81) que inclui pessoas de 10 a 14 anos; 12% (n= 70) entre 15 e 19 anos e 21% (n= 124) a adultos com 20 anos ou mais. A taxa de incidência por faixa etária mostra que o grupo mais afetado é o de crianças menores de 1 ano (113 casos por 100.000 habitantes), seguido pelo grupo de 1 a 4 anos (24 casos por 100.000 habitantes).
Em relação ao histórico de vacinação, 82% (n = 492) dos casos não foram vacinados ou tinham histórico de vacinação desconhecido, 8% haviam recebido uma dose da vacina tríplice viral (n = 49), 7% (n = 43) haviam recebido duas doses da vacina tríplice viral e 2% (n = 13) haviam recebido três ou mais doses. De todos os casos, 5% (n = 31) necessitaram de hospitalização. A genotipagem de amostras de dois casos confirmados identificou os genótipos B3 e D8.
Entre as semanas epidemiológicas 1 e 3 de 2026, dez casos de sarampo foram confirmados. Os casos foram notificados em dois departamentos. Os casos confirmados foram notificados nos departamentos de Santa Cruz (n = 9 casos) e Tarija (n = 1 caso). Os casos correspondem a indivíduos com idades entre 0 meses e 41 anos. Em relação ao estado vacinal, todos os casos confirmados não tinham histórico de vacinação documentado. Durante esse período, nenhum caso necessitou de hospitalização. Durante 2025, a cobertura nacional de vacinação MMR atingiu 82% para a primeira dose e 74% para a segunda dose.
No Brasil, entre a semana epidemiológica 1 e a semana 53 de 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo no Distrito Federal e em seis estados. Destes, dez foram importados, 25 estavam relacionados à importação e três tiveram fonte de infecção desconhecida. Os casos confirmados foram notificados no Distrito Federal (n=1 caso) e nos estados do Maranhão (n=1 caso), Mato Grosso (n=6 casos), Rio de Janeiro (n=2 casos), São Paulo (n=2 casos), Rio Grande do Sul (n=1 caso) e Tocantins (n=25 casos). Os casos estão distribuídos pelas seguintes faixas etárias: 30,6% (n=11) dos casos correspondem a crianças menores de 5 anos de idade, 22,2% (n=8) a pessoas entre 5 e 19 anos de idade e 50,0% (n=19) a adultos maiores de 20 anos de idade. A taxa de incidência por faixa etária mostra que a faixa etária mais afetada é a de crianças menores de 5 anos (0,015 casos por 100.000 habitantes), seguida pela faixa etária de 20 a 29 anos (0,002 por 100.000 habitantes).
Em relação ao histórico de vacinação dos casos, 94,7% (n=36) não foram vacinados ou tinham histórico de vacinação desconhecido, enquanto 5,3% tinham histórico de vacinação contra o sarampo (n=2).
Entre as semanas epidemiológicas (SE) 9 e 49 de 2025, 26 casos confirmados de sarampo foram caracterizados por meio de análise genômica no Brasil. Análises filogenéticas realizadas com cepas de referência revelaram que duas sequências detectadas no estado do Rio de Janeiro, nas semanas epidemiológicas 9 e 10, pertencem ao genótipo B3, com 99,8% de identidade genômica com a cepa designada MVs/Quetta.PAK/44.20 e a sequência distinta DSId (9299). No Distrito Federal, uma sequência pertencente ao genótipo D8, DSId (9267), foi identificada na semana epidemiológica 9, com 99,8% de identidade genômica com a cepa designada MVs/Pasaman Barat.IDN/13.22. Nas semanas epidemiológicas 14 e 15, duas sequências do genótipo B3 DSId (8841) foram detectadas, correspondendo à cepa designada MVs/New South Wales.AUS/10.24, nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, respectivamente. Entre as semanas epidemiológicas 29 e 42, 20 casos de sarampo foram caracterizados genomicamente nos estados do Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, todos pertencentes à linhagem D8 DSId (9171) MVs/Ontario.CAN/47.24). Na semana epidemiológica 49, o genótipo B3 DSId (6418), linhagem MVs/Quetta.PAK/44.20, foi detectado no estado de São Paulo. Entre as semanas epidemiológicas 1 e 3 de 2026, não houve casos confirmados de sarampo no Brasil.
Durante 2024, a cobertura vacinal nacional contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) atingiu 96% para a primeira dose e 80,6% para a segunda dose.
No Canadá, entre a semana epidemiológica 1 e a semana 53 de 2025, foram notificados 5.436 casos de sarampo (5.056 confirmados e 380 prováveis), incluindo duas mortes, em dez províncias: Alberta (n=2.008 casos), Colúmbia Britânica (n=424 casos), Manitoba (n=355 casos), Nova Brunswick (n=16 casos), Territórios do Noroeste (n=1 caso), Nova Escócia (n=62 casos), Ontário (n=2.396 casos), Ilha do Príncipe Eduardo (n=3 casos), Quebec (n=45 casos) e Saskatchewan (n=126 casos). O número de casos semanais atingiu o pico na semana 18 de 2025, diminuiu até a semana 35 e, desde então, permanece estável em níveis mais baixos. Duas mortes foram relatadas em casos congênitos de sarampo em bebês prematuros. Dos 5.436 casos notificados em 2025, 98% (n = 5.313) foram expostos no Canadá, 2% (n = 98) foram casos importados e menos de 1% (n = 25) tiveram fonte de exposição desconhecida ou sob investigação. Quarenta e cinco por cento dos casos ocorreram em indivíduos de 5 a 17 anos, seguidos por 29% em indivíduos com 18 anos ou mais e 20% em crianças de 1 a 4 anos. Em relação ao histórico de vacinação, 89% não estavam vacinados, 3% haviam recebido uma dose de uma vacina contendo sarampo, 4% haviam recebido duas ou mais doses de uma vacina contendo sarampo e 4% tinham status de vacinação desconhecido. O histórico de vacinação por faixa etária foi o seguinte: a porcentagem de casos que receberam uma ou mais doses de uma vacina contendo sarampo foi de 2% em crianças de 1 a 4 anos, 3% naquelas de 5 a 17 anos e 18% em adultos com 18 anos ou mais. Sete por cento dos casos foram hospitalizados (n = 400). Entre os casos confirmados com informações de genotipagem disponíveis, o genótipo D8 foi identificado em 1.732 casos e o genótipo B3 em 51 casos.
Em 2026, até a semana epidemiológica 2, foram relatados 67 casos de sarampo (63 confirmados e 4 prováveis). Esses casos foram relatados por cinco províncias: Alberta (n=31 casos), Colúmbia Britânica (n=9 casos), Manitoba (n=24 casos), Quebec (n=1 caso) e Saskatchewan (n=2 casos). Dos 67 casos notificados, 61 (91%) estavam associados ao surto multijurisdicional que começou em outubro de 2024; durante 2025, 97% dos casos estavam associados a esse surto. Do total de casos, 28% (n=19) ocorreram em crianças menores de 5 anos de idade, 39% (n=26) em indivíduos entre 5 e 17 anos de idade e 32% (n=22) em indivíduos com 18 anos de idade ou mais. Noventa e cinco por cento de todos os casos notificados não eram vacinados ou tinham status vacinal desconhecido, e uma hospitalização foi relatada (1%).
Desde 2024, um total de 4.966 casos confirmados e 414 casos prováveis foram associados a um surto multijurisdicional no Canadá, que permanece ativo. A maioria dos casos associados ao surto não era de indivíduos vacinados ou tinha histórico de vacinação desconhecido (94%) e residia em comunidades interconectadas com baixa cobertura vacinal. Além do surto multijurisdicional descrito acima, entre a primeira semana epidemiológica de 2025 e 2026, foram relatados onze surtos, nove dos quais haviam sido encerrados até 21 de janeiro de 2026. Esses surtos consistiram em dois ou mais casos epidemiológica ou virologicamente relacionados e foram diretamente ligados a casos importados.
No Chile, durante a primeira semana epidemiológica de 2026, um caso importado confirmado de sarampo foi relatado na Região Metropolitana. Este caso envolveu uma mulher de 43 anos que entrou no país. O caso foi notificado no país em 31 de dezembro de 2025, originário da Espanha e do Uruguai. O caso não apresentava histórico de vacinação verificável; no entanto, o paciente relatou ter recebido duas doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). O caso iniciou-se com uma erupção cutânea em 30 de dezembro de 2025 e foi confirmado por RT-PCR em 9 de janeiro de 2026 pelo Instituto de Saúde Pública do Chile (ISP). Não foram relatados casos secundários ou óbitos relacionados a este caso no país. Durante 2024, a cobertura vacinal nacional contra tríplice viral atingiu 95,7% para a primeira dose e 79,2% para a segunda dose, e dados preliminares para 2025 indicam uma cobertura vacinal de 86,8% para a primeira dose e 64,4% para a segunda dose. Na Costa Rica, durante a semana epidemiológica 20 de 2025, um caso importado de sarampo foi confirmado na província de Guanacaste. A paciente era uma mulher de 18 anos que entrou no país em 3 de maio de 2025, vinda do Canadá. Ela não tinha histórico de vacinação. A erupção cutânea começou em 12 de maio e foi confirmada por RT-PCR em 15 de maio pelo Instituto Costarriquenho de Pesquisa e Ensino em Nutrição e Saúde (INCIENSA). Não foram relatados casos secundários ou óbitos (12). Durante 2024, a cobertura nacional da vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) atingiu 102% para a primeira dose e 82,9% para a segunda dose (12). Em El Salvador, durante a semana epidemiológica 53 de 2025, um caso importado de sarampo foi relatado no departamento de Santa Ana. O caso envolveu um homem de 24 anos que entrou no país em 14 de dezembro de 2025, após participar de uma aglomeração em Santiago Atitlán, Guatemala, entre 10 e 14 de dezembro. A erupção cutânea apareceu em 24 de dezembro de 2025, e o caso foi confirmado por RT-PCR e IgM positivo em 30 de dezembro de 2025 pelo Laboratório Nacional de Saúde Pública de El Salvador. Não foram relatados casos secundários ou óbitos associados no país. Durante 2024, a cobertura nacional da vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) atingiu 96,2% para a primeira dose e 90,1% para a segunda dose.
Nos Estados Unidos, entre a semana epidemiológica 1 e a semana 53 de 2025, foram relatados 2.242 casos confirmados de sarampo, incluindo três óbitos. Desses, 2.217 casos de sarampo foram relatados por 45 jurisdições: Alabama (n=1 caso), Alasca (n=4 casos), Arizona (n=213 casos), Arkansas (n=8 casos), Califórnia (n=26 casos), Colorado (n=35 casos), Connecticut (n=1 caso), Flórida (n=8 casos), Geórgia (n=10 casos), Havaí (n=2 casos), Idaho (n=14 casos), Illinois (n=14 casos), Indiana (n=10 casos), Iowa (n=9 casos), Kansas (n=91 casos), Kentucky (n=13 casos), Louisiana (n=3 casos), Maryland (n=3 casos), Michigan (n=29 casos), Minnesota (n=26 casos), Missouri (n=6 casos), Montana (n=36 casos), Nebraska (n=5 casos), Nevada (n=2 casos), Nova Jersey (n=11 casos), Novo México (n=100 casos, incluindo um óbito), Nova York (n=15 casos), Nova Estado de York (n= 26 casos), Carolina do Norte (n= 2 casos), Dakota do Norte (n= 36 casos), Ohio (n= 40 casos), Oklahoma (n= 17 casos), Oregon (n= 1 caso), Pensilvânia (n= 16 casos), Rhode Island (n= 1 caso), Carolina do Sul (n= 299 casos), Dakota do Sul (n= 16 casos), Tennessee (n= 8 casos), Texas (n= 803 casos, incluindo duas mortes), Utah (n= 187 casos), Vermont (n= 2 casos), Virgínia (n= 6 casos), Washington (n= 11 casos), Wisconsin (n= 36 casos) e Wyoming (n= 15 casos). Um total de 25 casos de sarampo foram relatados entre visitantes internacionais nos Estados Unidos.
Do total de casos, 89% (n = 1.994) estavam associados a surtos (definidos como três ou mais casos), com 49 surtos identificados durante 2025. 26% (n = 575) dos casos correspondiam a crianças menores de 5 anos, 44% (n = 983) a pessoas entre 5 e 19 anos, 30% (n = 669) a pessoas com mais de 20 anos e 1% (n = 15) a pessoas de idade desconhecida. A taxa de incidência por faixa etária mostra que o grupo mais afetado foi o de crianças menores de 5 anos.
A maior taxa de incidência foi observada em crianças menores de um ano (3,59 casos por 100.000 habitantes), seguida pelo grupo de 1 a menos de 5 anos (2,92 por 100.000 habitantes).
Em relação ao histórico de vacinação, 93% dos casos não eram vacinados ou tinham histórico de vacinação desconhecido, 3% haviam recebido uma dose única da vacina MMR e 4% haviam recebido duas doses. Entre os casos vacinados confirmados, 22% eram crianças menores de 5 anos, 19% eram indivíduos entre 5 e 19 anos e 59% eram adultos maiores de 20 anos. Onze por cento (n = 245) dos casos necessitaram de hospitalização, principalmente em crianças menores de 5 anos, com 18% (n = 106) dos casos hospitalizados ocorrendo nessa faixa etária (n = 575).
Nos Estados Unidos, durante 2026, entre as semanas epidemiológicas 1 e 2, foram relatados 171 casos confirmados de sarampo. Esses casos foram relatados por nove jurisdições: Arizona (n = 1 caso), Flórida (n = 2 casos), Geórgia (n = 1 caso), Carolina do Norte (n = 2 casos), Ohio (n = 3 casos), Oregon (n = 2 casos), Carolina do Sul (n = 145 casos), Utah (n = 14 casos) e Virgínia (n = 1 caso). Nenhum caso de sarampo foi relatado entre visitantes internacionais. Do total de casos, 96% (n = 165) estavam associados a surtos identificados em 2025. 25% (n = 42) dos casos correspondiam a crianças menores de 5 anos, 60% (n = 103) a pessoas entre 5 e 19 anos, 10% (n = 17) a pessoas maiores de 20 anos e 5% (n = 9) a pessoas de idade desconhecida. A taxa de incidência por faixa etária mostra que o grupo mais afetado foi o de crianças de 1 a menos de 5 anos (0,26 por 100.000 habitantes), seguido pelo grupo de 5 a menos de 20 anos (0,16 por 100.000 habitantes). Em relação ao estado vacinal dos casos durante 2026, 95% não estavam vacinados ou tinham histórico de vacinação desconhecido, 2% haviam recebido uma dose única da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e 2% haviam recebido duas doses. Entre os casos vacinados confirmados, 25% eram crianças menores de 5 anos, 38% eram indivíduos entre 5 e 19 anos e 38% eram adultos maiores de 20 anos. Um por cento (n=2) dos casos necessitou de hospitalização, correspondendo a crianças menores de 5 anos e indivíduos entre 5 e 19 anos.
Durante 2025 e 2026, das 751 amostras positivas para RT-PCR em tempo real de casos confirmados de sarampo que foram genotipadas até o momento, 86% (n=648) corresponderam ao genótipo D8 e 14% (n=103) ao genótipo B3. Entre as detecções do genótipo D8, a maioria, 88% (n=567), foi identificada como a sequência distintiva (DSId) 9171.
A cobertura vacinal contra o sarampo em crianças diminuiu nos últimos anos, caindo de 95,2% durante o ano letivo de 2019–2020 para 92,5% durante o ano letivo de 2024–2025.
Na Guatemala, durante a semana epidemiológica 43 de 2025, um caso confirmado de sarampo foi identificado em uma criança com menos de 2 anos de idade residente no departamento da Guatemala, em quem a fonte de exposição não foi identificada. Além disso, entre a semana epidemiológica 51 de 2025 e a semana epidemiológica 3 de 2026, foram confirmados 41 casos de sarampo (até 21 de janeiro) em nove departamentos do país, 31 dos quais relacionados à participação em um evento internacional de massa no município de Santiago Atitlán, Sololá, entre 10 e 14 de dezembro de 2025. Os casos confirmados foram relatados nos departamentos de Sololá (n= 20 casos), Guatemala (n= 9 casos), Izabal (n= 3 casos), Escuintla (n= 3 casos), Totonicapán (n= 1 caso), Quetzaltenango (n= 1 caso), Jalapa (n= 1 caso), Baja Verapaz (n= 1 caso) e Petén (n= 2 casos).
Do total de casos confirmados em 2026, 54% são homens (n=22). Os casos ocorreram em pessoas com idades entre 5 meses e 46 anos, distribuídas nas seguintes faixas etárias: 10% (n=4) dos casos correspondem a crianças de 0 a 4 anos, 10% (n=4) a crianças de 5 a 9 anos, 5% (n=2) a pessoas de 10 a 14 anos, 20% (n=8) a pessoas de 15 a 19 anos, 5% (n=2) a pessoas de 20 a 24 anos, 15% (n=6) a pessoas de 25 a 29 anos, 27% (n=11) a pessoas de 30 a 39 anos e 10% (n=4) a pessoas de 40 a 49 anos. A taxa de incidência por faixa etária mostra que a faixa etária mais afetada é a de 15 a 19 anos (0,46 casos por 100.000 habitantes), seguida pela faixa etária de 30 a 39 anos, com 0,41 casos por 100.000 habitantes. Em relação ao histórico de vacinação, 44% (n=18) não foram vacinados, 12% (n=5) tinham histórico de vacinação desconhecido e 18% (n=8) relataram verbalmente ter recebido a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). A hospitalização foi necessária em 17% dos casos (n=7) e não foram relatados óbitos relacionados. Das 41 amostras positivas no teste RT-PCR em tempo real de casos confirmados de sarampo, 12 estão atualmente em processo de genotipagem. Até 2024, o país havia alcançado uma cobertura vacinal nacional contra tríplice viral de 91% para a primeira dose e 79% para a segunda dose.
No México, entre a primeira semana epidemiológica de 2025 e a segunda semana de 2026, foram confirmados 7.168 casos de sarampo em 32 estados, com 24 óbitos. A maioria dos casos confirmados foi relatada nos seguintes estados: Chihuahua (n = 4.495 casos, incluindo 21 óbitos), Jalisco (n = 1.034 casos, incluindo um óbito), Chiapas (n = 432 casos), Michoacán (n = 261 casos) e Guerrero (n = 257 casos). Do total de casos, 275 foram importados, 4.054 estavam relacionados à importação e 2.839 foram confirmados com a fonte de infecção em investigação.
Em relação à faixa etária, os casos confirmados de sarampo notificados entre a semana epidemiológica 1 de 2025 e a semana epidemiológica 2 de 2026 foram mais frequentes na faixa etária de 1 a 4 anos (1.097 casos), seguida pela faixa etária de 5 a 9 anos (836 casos) e pela faixa etária de 25 a 29 anos (794 casos). Quanto à taxa de incidência, a faixa etária de menores de um ano apresentou a maior taxa, com 42,52 casos por 100.000 habitantes, seguida pelas faixas etárias de 1 a 4 anos e de 5 a 9 anos, com taxas de 12,80 e 7,90, respectivamente. Dos casos confirmados, 50,9% eram mulheres (3.650). Em relação ao histórico de vacinação dos casos confirmados, 91,2% (n=6.534) não tinham histórico de vacinação, 6,2% (n=444) tinham uma dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e 2,65% (n=190) tinham duas ou mais doses da vacina tríplice viral documentadas em seu registro nacional de vacinação. Do total de casos confirmados, 1.354 necessitaram de hospitalização, dos quais 962 eram do estado de Chihuahua. De acordo com a genotipagem realizada em amostras de casos confirmados (n=220), foram identificados os genótipos D8 e B3. Vinte e quatro óbitos por complicações do sarampo foram confirmados, todos em indivíduos sem histórico de vacinação, alguns com comorbidades. Os óbitos foram distribuídos entre os estados de Chihuahua (n=21), Durango (n=1), Jalisco (n=1) e Sonora (n=1).
No Paraguai, entre as semanas epidemiológicas 30 e 53 de 2025, foram confirmados 49 casos de sarampo. Os casos foram registrados nos departamentos de San Pedro (n=47 casos) e Central (n=2 casos). Do total de casos, 48 estão relacionados à importação e um é um caso importado. Em relação às características demográficas, 61% dos casos (n=30) são do sexo feminino. A faixa etária dos afetados varia de 3 meses a 54 anos. Do total, 45% (n=22) dos casos são em crianças menores de 5 anos, 39% (n=19) têm entre 5 e 19 anos e 16% (n=8) têm 20 anos ou mais. A taxa de incidência mostra que a faixa etária mais afetada é a de crianças menores de 1 ano (7,2 casos por 100.000 habitantes), seguida pela faixa etária de 1 a 4 anos (3,7 por 100.000 habitantes) e pela faixa etária de 15 a 19 anos (1,3 casos por 100.000 habitantes). Em relação ao histórico de vacinação contra o sarampo, 76% dos casos (n=37) não eram vacinados ou tinham histórico de vacinação desconhecido, enquanto 14% haviam recebido uma dose única da vacina tríplice viral (n=7) e 10% haviam recebido duas doses da vacina tríplice viral (n=5). A hospitalização foi necessária em 14% dos casos (n=7). Não foram registrados óbitos relacionados e o último caso confirmado foi registrado na semana epidemiológica 39. O Laboratório de Referência Regional relatou o genótipo D8 em cinco amostras enviadas pelo Laboratório de Referência Nacional. No Paraguai, a cobertura vacinal nacional contra tríplice viral atingiu 94% para a primeira dose e 87% para a segunda dose em 2025.
No Peru, entre as semanas epidemiológicas 19 e 53 de 2025, foram confirmados cinco casos de sarampo, todos registrados no departamento de Lima. Do total de casos, três foram importados e dois estavam relacionados à importação. Os casos estavam distribuídos em uma faixa etária de 11 meses a 34 anos; um caso era em uma criança com menos de um ano de idade, dois casos eram em indivíduos entre 5 e 19 anos de idade e dois eram adultos com 20 anos ou mais. Em relação ao histórico de vacinação contra o sarampo, três dos casos não eram vacinados, um tinha histórico de vacinação desconhecido e um havia recebido duas doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Dos casos,
dois necessitaram de hospitalização; nenhuma morte relacionada foi relatada. De acordo com a genotipagem realizada em amostras de dois casos confirmados, foram identificados os genótipos D8 DSID 9171 e MVs/Ontario.CAN/47.24 (DSId 9171). No Peru, em 2024, a cobertura vacinal contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR) atingiu 97,6% em nível nacional para a primeira dose e 83,2% para a segunda dose.
No Uruguai, durante a semana epidemiológica 6 de 2025, um caso confirmado de sarampo foi registrado em um cidadão estrangeiro com histórico de viagem à Argentina e sem histórico de vacinação contra sarampo. Este evento foi um caso isolado, sem evidências de transmissão secundária documentada no período subsequente.
Adicionalmente, entre a semana epidemiológica 46 de 2025 e a semana epidemiológica 3 de 2026, 13 casos de sarampo foram confirmados em dois departamentos do país. Os casos foram relatados nos departamentos de Montevidéu (n=1 caso) e Rio Negro (n=12 casos). Do total de casos, quatro foram importados e nove estavam relacionados à importação. Os casos estão distribuídos em uma faixa etária de 11 a 51 anos; 23,1% (n=3) correspondem a adolescentes de 11 a 15 anos e 76,9% (n=10) a indivíduos de 21 a 51 anos. Não foram relatados casos em crianças ou idosos. A taxa de incidência por faixa etária mostra que o grupo mais afetado é o de 11 a 15 anos, correspondendo a 1,26 casos por 100.000 habitantes. Em relação ao histórico de vacinação, 69,3% (n=9) dos casos não eram vacinados e 30,7% haviam recebido uma dose da vacina tríplice viral (n=4). Do total, um caso necessitou de hospitalização com boa evolução. Durante 2024, a cobertura nacional de vacinação MMR atingiu 97% para a primeira dose e 95% para a segunda dose.
Em relação aos viajantes
Antes da viagem
A OPAS/OMS recomenda que os Estados-Membros aconselhem todos os viajantes com seis meses de idade ou mais que não possam apresentar comprovação de vacinação ou imunidade a receberem uma dose da vacina contra o sarampo e a rubéola pelo menos duas semanas antes de viajarem para áreas onde a transmissão do sarampo ou da rubéola tenha sido documentada.
Recomenda-se às autoridades de saúde que informem os viajantes, antes da partida, sobre os sinais e sintomas do sarampo e da rubéola, que incluem:
• Febre
• Erupção cutânea
• Tosse, corrimento nasal ou conjuntivite (olhos vermelhos)
• Dor nas articulações
• Linfadenopatia (gânglios linfáticos inchados)
Durante a viagem
Recomenda-se aos viajantes que, caso desenvolvam sintomas durante a viagem que os levem a suspeitar de terem contraído sarampo ou rubéola, devem:
• Procurar assistência médica imediata.
• Evitar o contacto próximo com outras pessoas durante sete dias a partir do aparecimento da erupção cutânea. Para reduzir o risco de infecção (o período de transmissibilidade do sarampo é de quatro dias antes a quatro dias depois do aparecimento da erupção cutânea, e o período de transmissibilidade da rubéola é de sete dias antes a sete dias depois do aparecimento da erupção cutânea; como é difícil diferenciar entre as duas doenças, recomenda-se o período mais longo). O uso de máscara durante esse mesmo período reduzirá ainda mais o risco de transmissão.
• Permaneça em sua acomodação (por exemplo, hotel ou casa, etc.), exceto para ir ao médico ou conforme recomendado por um profissional de saúde. Ao sair, use sempre máscara durante o período de transmissibilidade. Use máscara
em sua acomodação, em um quarto fechado, se você estiver morando com pessoas não vacinadas.
As autoridades de saúde devem observar que o certificado de vacinação contra o sarampo não é um requisito para entrada em países abrangidos pelo RSI (2005).
Ao retornarem
• Se os viajantes suspeitarem que contraíram sarampo ou rubéola ao retornarem, devem entrar em contato com o serviço de saúde e informar o médico sobre a viagem.
No Brasil, para atualizar a carteira de vacinação procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa.
Para ler o Alerta Epidemiológico de Sarampo nas Américas na íntegra, clique AQUI.
Fonte: OPAS - Organização Pan Americana de Saúde





