Alertas

28/08/2019

Sarampo no Brasil

Vigilância Epidemiológica do sarampo no Brasil,
Semanas Epidemiológicas 23 a 34 de 2019


No período de 02/06 a 24/08 (SE 23-34), um total de 2.331 casos foram confirmados laboratorialmente em 13 Unidades da Federação com transmissão ativa. Destes, 99% (2.299) estão concentrados em 10% (66) dos municípios do Estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana. Apenas 1% (32) dos casos foi registrado nas demais 12 Unidades da Federação (Tabela 1).
Os estados com menores coeficientes de incidência de sarampo são aqueles cujos municípios são mais populosos. Por sua vez, os casos confirmados em municípios menos populosos permitem ações de bloqueio mais oportunas.

TABELA 1. Distribuição dos casos confirmados de sarampoa, coeficiente de incidência e semanas transcorridas do último caso confirmado, segundo Unidade da Federação de residência, Semanas Epidemiológicas 23 a 34 de 2019, Brasil

Sarampo tabela 1

No período, foram notificados 14.480 casos suspeitos, destes, 2.331 foram confirmados (16%), 10.855 estão em investigação (75%) e 1.294 foram descartados (9%).
Do total de casos notificados, o nível de positividadepara IgM é de 26% até a semana epidemiológica 30.

Complicações do sarampo e óbito
A taxa de complicações e óbito causados pelo sarampo é extremamente variável, sendo maior em crianças menores de 5 anos, gestantes, pessoas com comprometimento da imunidade, adultos maiores de 20 anos, pessoas desnutridas ou com deficiência de vitamina A e nas pessoas que residem em situações degrandes aglomerados (15,16).
Complicações comuns são otite média, laringotraqueobronquite, diarreia e pneumonia. Complicações raras são a encefalite (1 a 4 por 1000 casos) e a panencefalite esclerosante subaguda (1 a cada 10.000 a 100.000 casos), que pode ocorrer anos após a infecção inicial. Pode ocorrer ainda quadros de desnutrição proteico-calórica grave secundária a complicações gastrointestinais, como diarreia prolongada, lesões orais e redução da aceitação alimentar. Óbitos pelo sarampo ocorrem em cerca de 0,01% a 0,1% dos casos em países desenvolvidos, mas em países em desenvolvimento essa taxa pode chegar a 30%, especialmente em regiões isoladas e sem contato prévio com o vírus (15,16). No ano de 2018, foram confirmados 12 óbitos por sarampo em três UnidadesFederadas da região norte (Amazonas, Roraima e Pará),
destes, 50% (6) eram menores de 1 ano de idade.
No período analisado, a vigilância de síndromes exantemáticas registrou um óbito por sarampo noestado de São Paulo.
Dos casos confirmados, 93% (2.165) possuem registro de idade. Dos locais com a ocorrência de caso há o coeficiente de incidência de 5/100.000, no entanto as crianças menores de um ano apresentam o coeficiente de incidência corresponde a 9 vezes superior ao registrado na população geral (46/100.000), seguido pelas crianças de 1 a 4 anos com o coeficiente de 12/100.000 perfazendo as faixas etárias mais suscetíveisa complicações e óbitos por sarampo.
Apesar da faixa etária de 20 a 29 anos apresentar o maior número de casos confirmados registrados, o coeficiente de incidência foi de 10/100.000 uma vez que essa faixa etária concentra o maior contingente populacional (Tabela 2).

TABELA 2. Distribuição dos casos confirmados de sarampo e coeficiente de incidência dos estados com surto de sarampo, segundo faixa etária, Semanas Epidemiológicas 23 a 34 de 2019a, Brasil

Sarampo tabela 2

Informações sobre vacinação

Cobertura Vacinal

As coberturas vacinais nos estados com transmissão ativa do vírus do sarampo não atingiram a meta de 95% de cobertura da vacina tríplice viral nos últimos três anos, exceto o estado de Pernambuco (Tabela 3).

TABELA 3 • Cobertura da vacina tríplice viral (d1) nas Unidades de Federação com casos confirmados de sarampo, 2016 a 2018a, Brasil

Sarampo tabela 3


Fonte: Ministério da Saúde

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