Alertas

13/06/2019

Sarampo no Brasil

1. SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NO BRASIL
 
Em 2019, até o dia 05 de junho de 2019, o Brasil confirmou 123 casos de sarampo, distribuídos em sete Unidades Federadas (UF): Amazonas (4), Roraima (1), Pará (53), São Paulo (51), Santa Catarina (3), Rio de Janeiro (7) e Minas Gerais (4). A taxa de incidência da doença foi de 0,06 por 100.000 habitantes (Tabela 1).

Tabela 1 Sarampo

De acordo com a curva epidêmica dos casos notificados de sarampo, segundo a classificação e Semana Epidemiológica (SE) do Brasil, podemos observar a maior concentração de casos na SE 10 e entre as SE 13 e 15 de 2019 (Figura 1).

Sarampo figura 1

2. SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NOS ESTADOS COM SURTO ATIVO 
De acordo com os critérios da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS)/ Organização Mundial de Saúde (OMS), entende-se por surto ativo: Cadeia(s) de transmissão em que o último caso tenha sido confirmado há menos de 90 dias ou menos de 12 Semanas Epidemiológicas. A situação epidemiológica da(s) UF que confirmar(em) novos casos, será descrita no próximo Informe Epidemiológico. 

2.1 São Paulo 
No estado de São Paulo, no período de 01 de janeiro a 05 de junho de 2019, foram notificados 418 casos suspeitos de sarampo, sendo 51 (12,2%) confirmados (relacionados à importação e autóctones), 151 (36,1%) descartados e 216 (51,7%) permanecem em investigação.
De acordo com a curva epidêmica dos casos notificados de sarampo, por SE da data de início do exantema e classificação final, podemos observar pequenos picos de notificações nas SE 16, 19 e 21 de 2019 (figura 2). 

Sarampo figura 2

Com relação a distribuição dos casos confirmados, por faixa etária, a população de 20 a 29 anos de idade representa 41,2% (21) dos casos (tabela 2). A Taxa de incidência dos casos confirmados de sarampo em São Paulo é de 0,1/100.000 habitantes. Quando calculada por faixa etária, observa-se que, a maior taxa de incidência na população dos menores de um ano (tabela 2).

Sarampo tabela 2

2.2 Rio de Janeiro 
No estado de Rio de Janeiro, no período de 01 de janeiro a 05 de junho de 2019, foram notificados 36 casos suspeitos de sarampo, sendo sete (19,4%) confirmados, 15 (41,7%) descartados e 14 (38,9%) permanecem em investigação. O último caso confirmado no Rio de Janeiro, SE 19/2019, é residente de Paraty, município que enfrenta surto de sarampo. No município, sete casos permanecem em investigação, tendo apresentado exantema entre as SE 16 a 20 de 2019. De acordo com a curva epidêmica dos casos notificados de sarampo, por SE da data de início do exantema e classificação final, podemos observar o pico de notificações na SE 19 de 2019.

Sarampo figura 3

Com relação aos casos confirmados, estão distribuídos nas faixas etárias de menores de 1 ano, 1 a 4 anos, 10 a 14 anos, 20 a 29 e maiores de 50 anos (tabela 3). A Taxa de incidência dos casos confirmados de sarampo no Rio de Janeiro é de 0,1/100.000 habitantes. Quando calculada por faixa etária, observa-se que a maior incidência é nos menores de 1 ano de idade (tabela 3).

Sarampo tabela 3

2.3 Pará 
No estado do Pará, no período de 01 de janeiro a 05 de junho de 2019, foram notificados 132 casos suspeitos de sarampo, sendo 53 (40,2%) confirmados, 68 (51,5%) descartados e 11 (8,3%) permanecem em investigação. De acordo com a curva epidêmica dos casos notificados de sarampo, por SE da data de início do exantema e classificação final, podemos observar que o pico das notificações ocorreu na SE 10 de 2019 e, da SE 15 a 18 de 2019, as notificações foram decrescentes (figura 4).

Sarampo figura 4

Com relação a distribuição dos casos confirmados, por faixa etária, a população de 15 a 19 anos de idade representa 22,6% (12) dos casos (tabela 4).
A Taxa de incidência dos casos confirmados de sarampo no Pará é de 0,7/100.000 habitantes. Quando calculada por faixa etária, observa-se a maior incidência nos menores de um ano de idade (tabela 4).

Sarampo tabela 4 

3. RECOMENDAÇÕES 
O Ministério da Saúde tem atuado ativamente junto aos estados e municípios no enfrentamento do surto de sarampo, tendo realizado as seguintes recomendações para interrupção da circulação do vírus: 
• Manter elevadas e homogêneas coberturas vacinais da tríplice e tetraviral; 
• Realizar intensificação vacinal e varredura em áreas com positividade laboratorial para sarampo; 
• Avaliar sistematicamente as coberturas vacinais e disponibilizar as informações para gestores, profissionais de saúde e população; 
• Conduzir a vacinação de grupos de risco como profissionais da saúde, profissionais do ramo do turismo, setor hoteleiro e transportes; 
• Realizar busca retrospectiva de pacientes com a tríade do sarampo em unidade de saúde de municípios silenciosos; 
• Reforçar as equipes de investigação de campo para garantir a investigação oportuna e adequada dos casos notificados; 
• Realizar bloqueio em até 72 horas em todos os contatos do caso suspeito; 
• Fortalecer a capacidade dos sistemas de vigilância epidemiológica do sarampo, rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita nos diversos territórios, com diagnóstico de necessidades para a efetivação desse fortalecimento;
• Produzir ampla campanha midiática, para os diversos meios de comunicação, para informar profissionais de saúde, população e comunidade em geral sobre tópicos relevantes relacionados ao sarampo; 
• Estabelecer estratégias para a implementação de ações de resposta rápida frente a casos importados de sarampo, rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita para evitar novas importações; e 
• Planejar estratégias de vacinação com ênfase na busca de oportunidades de vacinação em locais que naturalmente ocorre aglomeração de pessoas (festas, feiras, rodoviárias, aeroporto, portos, instituições de ensino, empresas, entre outras).

Fonte: Ministério da Saúde

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