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24/01/2019

Sarampo no Brasil - atualização

Mapa Grafico Sarampo Brasil


Até o momento, no Brasil, além dos surtos de sarampo nos estados do Amazonas, Roraima, nove Unidades Federadas também confirmaram casos de sarampo: 62 casos no Pará, 46 casos no Rio Grande do Sul, 19 no Rio de Janeiro, quatro casos em Pernambuco e Sergipe, três casos em São Paulo e Bahia, dois em Rondônia e um caso no Distrito Federal, totalizando 10.302 casos confirmados de sarampo no Brasil.

Em relação à caracterização viral foi identificado o genótipo D8, idêntico ao que está circulando na Venezuela, em todos os estados com casos confirmados de sarampo, com exceção de dois casos: um caso do Rio Grande do Sul, que viajou para a Europa e importou o genótipo B3, e outro caso de São Paulo com genótipo D8, com história de viagem ao Líbano, sem qualquer relação com os surtos da Venezuela e Brasil.

Até o momento, no Brasil, foram confirmados 12 óbitos por sarampo em três Unidades Federadas. Em Roraima, foram confirmados quatro óbitos, todos em menores de 5 anos, sendo dois brasileiros e dois venezuelanos. No Amazonas, foram confirmados seis óbitos por sarampo, sendo três residentes em Manaus, dois em Autazes, e um em Manacapuru. Com relação aos óbitos do estado do Amazonas, quatro ocorreram em menores de um ano de idade, um na faixa etária de 40 a 49 anos e outro maior de 50 anos.

Já no Pará, foram confirmados dois óbitos ocorridos no município de Belém, em venezuelanos indígenas, menores de um ano de idade.

As ações de vacinação têm sido intensificadas nos locais de ocorrência dos casos para interromper a cadeia de transmissão do sarampo, desde a identificação dos casos da doença. No entanto, na rotina de vacinação, dentre os estados que apresentam casos confirmados de sarampo em 2018, somente Pernambuco alcançou cobertura vacinal acima de 95% para D1. Nenhuma Unidade Federada atingiu a meta para D2.

As baixas coberturas no sistema de informação podem estar relacionadas ao não registro ou atraso no registro dos boletins no SIPNI de doses aplicadas, a erros de digitação dos boletins de doses aplicadas, não transmissão dos dados registrados para a base de dados nacional, não processamento pelo Datasus dos dados transmitidos, por incompatibilidade de versões do SIPNI e ainda, ao processo de movimentação populacional entre municípios.

 

Avaliação de risco da OMS


O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que afeta indivíduos suscetíveis de todas as idades e continua a ser uma causa de morte entre crianças de todo o mundo. O vírus do sarampo é transmitido através de gotículas do nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas. Os sintomas iniciais, que aparecem 10 a 12 dias após a infecção, incluem febre alta, geralmente acompanhada por um dos seguintes sintomas: nariz escorrendo, olhos vermelhos, tosse e pequenas manchas brancas no interior da boca. Vários dias depois, uma erupção se desenvolve, começando na face e pescoço superior e gradualmente se espalhando para baixo.

Um paciente é infeccioso quatro dias antes do início da erupção a quatro dias após o aparecimento da erupção cutânea. Não há tratamento antiviral específico para o sarampo, e a maioria das pessoas se recupera dentro de duas a três semanas. O tratamento de casos inclui administração de vitamina A e antipiréticos, e medicação antibiótica e antidiarreica, conforme necessário. Entre as crianças desnutridas e as pessoas com maior suscetibilidade, o sarampo pode causar sérias complicações, incluindo cegueira, encefalite, diarreia grave, infecção no ouvido e pneumonia. O sarampo pode ser prevenido pela imunização.

A Região das Américas foi declarada livre de sarampo em setembro de 2016, no entanto, os surtos causados por casos importados de outras regiões podem ocorrer esporadicamente. O risco de disseminação em nível nacional no Brasil continua elevado devido à situação epidemiológica e ao alto potencial de transmissão. Os principais desafios são a cobertura vacinal entre os imigrantes e a capacidade de diagnóstico laboratorial nas instalações locais. Devido à transmissão contínua, estratégias de vacinação e outras ações estão sendo implementadas para controlar o surto por autoridades locais e federais no Brasil.

VIAJANTES


Após a introdução da vacinação contra o sarampo a incidência da doença reduziu drasticamente, no entanto epidemias podem ocorrer a cada 2 ou 3 anos nos países onde a cobertura vacinal é baixa como é o caso de alguns países da Europa, África e Ásia .

Neste sentido, reforça-se que viajantes com destinos internacionais procurem um posto de saúde pelo menos quinze dias antes da viagem, para serem avaliados e vacinados, caso necessário, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. Profissionais da área de turismo, profissionais dos portos, aeroportos e fronteiras, aeroviários, taxistas, funcionários de hotéis e outros profissionais que atuam diretamente com turistas devem estar com a situação vacinal atualizada conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Turistas estrangeiros que tenham como destino o Brasil recomenda-se que sejam vacinados contra o Sarampo conforme o Calendário de Vacinação do seu país de origem antes da viagem.


Sarampo
 
 
Sarampo
 
 
 

Fonte: Ministério da Saúde

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