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Vacinas para quem viaja para outro país

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há calendário internacional de vacinação para todos os viajantes. Para cada situação é adotada recomendação personalizada, de acordo com os países a serem visitados, dependendo do tipo, duração e tempo disponível para aplicação da vacina antes da partida.

Certifique-se de que suas vacinas de rotina estejam em dia, de acordo com as recomendações de seu país de origem, pois é uma medida eficaz e segura para a prevenção de várias doenças. Confira o Calendário Básico de Vacinação do Brasil.

 

POLIOMIELITE

Antes de viajar para áreas com transmissão ativa de poliovírus, os viajantes de países livres de poliomielite devem assegurar que tenham completado o esquema de vacina antipólio adequado à idade, de acordo com o respectivo calendário nacional de imunização. Os viajantes adultos em áreas infectadas com poliomielite que já receberam três ou mais doses de vacina também devem receber outra dose única de reforço. Os viajantes para áreas infectadas com poliomielite que não tenham recebido anteriormente nenhuma dose de vacina contra a pólio devem completar o cronograma primário de vacinação contra a doença antes da partida.

Para saber os países em que a poliomielite é endêmica ou aqueles que atualmente apresentam transmissão ativa do poliovírus selvagem ou derivado de vacina, veja o alerta internacional e outras informações sobre a doença no mundo.

Aqui informações técnicas mais detalhadas da Organização Mundial da Saúde.

 

SARAMPO e RUBÉOLA

No Brasil o vírus do Sarampo não está mais em circulação endêmica e o país também está oficialmente livre da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), já que não registra casos de transmissão endêmica. A vacina é, portanto, essencial para evitar o retorno destas doenças, considerando que elas ainda afetam outras regiões do mundo.

A vacina contra o sarampo e a rubéola é a única medida preventiva e a mais segura. É importante que o esquema vacinal esteja completo.

Apesar de não haver, no momento, exigência de vacinação contra o sarampo/rubéola para visitação a outros países, é recomendado que viajantes com destino a regiões com ocorrência dessas doenças, como o continente europeu, atualizem a vacina pelo menos 15 (quinze) dias antes da viagem.

No Brasil, o calendário de vacinação da criança estabelece que a vacina tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) deve ser aplicada aos 12 (doze) meses de vida e a tetraviral (contra o sarampo, rubéola, caxumba e varicela) aos 15 (quinze) meses.

Adultos até 49 (quarenta e nove) anos também necessitam verificar se estão com a vacinação atualizada. Se não, devem tomar uma dose da tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou da dupla viral (contra sarampo e rubéola).

 

FEBRE AMARELA

Se você vai fazer algum tipo de turismo ecológico, em áreas rurais ou de matas (Áreas com Recomendação de Vacinação - ACRV), a vacina contra a febre amarela é altamente recomendada. De dose única, deve ser aplicada com pelo menos 10 dias de antecedência da data da viagem.

Como medida de controle da febre amarela, alguns países exigem dos viajantes o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para o ingresso em seu território. Acesse a lista dos países que fazem essa exigência no site da Organização Mundial de Saúde.

A vacina contra febre amarela está disponível nas unidades de saúde, onde será aplicada e registrada no Cartão Nacional de Vacinação, com o número do lote da vacina e o local em que foi realizada. Para ter validade como comprovante de vacinação para a viagem, no entanto, será necessária a emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP).

Para emitir o Certificado (CIVP) você precisa:
  • Apresentar documento de identidade oficial com foto (carteira de identidade, passaporte, carteira de motorista válida, etc) ou Certidão de Nascimento;
  • Apresentar o Cartão Nacional de Vacinação preenchido corretamente com a data da administração da vacina, lote da vacina, assinatura do profissional que realizou e identificação da unidade de saúde;
Os Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa e serviços credenciados executam atividades de orientação aos viajantes sobre cuidados com a saúde e emitem o CIVP. Os que estão sob gestão privada emitem o CIVP somente para viajantes vacinados no próprio serviço.

A emissão do CIVP depende da assinatura do viajante no ato, sendo imprescindível sua presença (RDC nº 21 de 31/03/2008, inciso III do Art. 1º do Anexo II). Para menores de idade, os pais, tutores ou curadores, podem solicitar a emissão do certificado e devem firmá-los na presença do agente de saúde autorizado.

Em caso de perda ou extravio do CIVP, o viajante deverá procurar um dos Centros de Orientação de Viajantes para emitir gratuitamente uma nova via do certificado.

Para um rápido atendimento nesses serviços, você pode se cadastrar antecipadamente no endereço eletrônico da Agência Nacional e Vigilância Sanitária (Anvisa).

Consulte aqui os Centros de Orientação ao Viajante no Paraná.

Isenção de vacinação


Para casos em que a vacinação é contraindicada, deverá ser emitido o Atestado de Isenção de Vacinação. A emissão deste certificado é realizada pelo médico. Recomenda-se a utilização do modelo de atestado de isenção da ANVISA.


RECOMENDAÇÕES  TEMPORÁRIAS DE VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AMARELA PARA VIAJANTES INTERNACIONAIS RELACIONADAS COM OS SURTOS ATUAIS NA ÁFRICA


Data: 25 de julho de 2016

Devido à atual situação da febre amarela, a vacinação é recomendada para todos os viajantes e, especialmente, trabalhadores migrantes, de e para Angola e República Democrática do Congo.

Brasil

Considerando as recomendações do Comitê de Emergência sobre a febre amarela, convocado sob o Regulamento Sanitário Internacional (2005) em 19 de Maio de 2016, as autoridades de saúde do Brasil estão atualmente solicitando o certificado de vacinação contra a febre amarela de viajantes provenientes, ou em trânsito, de Angola e República Democrática do Congo, que estão enfrentando surtos de febre amarela.

Ruanda

"Para viajantes (Residente / Não Residente) provenientes de um país com transmissão ativa de febre amarela ou viajantes que visitaram recentemente (no prazo de 24 dias) um país com transmissão ativa de febre amarela serão aplicadas as seguintes instruções:

I. A entrada será permitida um viajante (Residente / Não Residente), que apresente na chegada:
Um certificado de vacinação contra a febre amarela válida e
Sem febre (menos de 38,5 ° C) e
Consinta em comunicar quaisquer sintomas durante 6 dias

II. Os viajantes (Residente / Não Residente) que têm febre (≥38.5 ° C) na chegada em Ruanda terão permissão para entrar se consentirem com a permanência em isolamento e com a investigação mais aprofundada para assegurar a ausência de febre amarela ".
Veja o texto completo aqui.

Uganda

"Todos os viajantes que entram e saem do país devem ser vacinados contra a febre amarela. Não será permitida a entrada ou saída de viajante do país sem a prova de vacinação."
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