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Alertas Nacionais

Lembre-se!

Você deve ficar atento às principais doenças e agravos à saúde que estão ocorrendo, especialmente nos lugares para onde você está se deslocando. Caso verifique que algum surto ou epidemia está em curso no seu local de destino, informe-se sobre a situação e adote as medidas de prevenção recomendadas para proteger a sua saúde e evitar que outras pessoas também venham a adoecer. Aqui você vai encontrar essas informações sobre os principais eventos de saúde pública que estão ocorrendo atualmente no Brasil.



FEBRE AMARELA (FA)

País envolvido: Brasil
Início do evento: 2017
Atualização: 01/02/2018
Fonte: Ministério da Saúde do Brasil (MS)

Total de casos confirmados: No período de monitoramento 2017/2018 (julho/2017 a junho/2018), até a SE 04/2018, foram notificados 1.080 casos humanos suspeitos de FA, dos quais 432 foram descartados, 435 permanecem em investigação e 213 foram confirmados. Do total de casos confirmados, 81 evoluíram para o óbito (letalidade de 38,0% [81/213]).

Monitoramento FA 30 de janeiro de 2018

Fonte:MS


ANTECEDENTES

Nas últimas décadas, a Febre Amarela (FA) vem sendo registrada além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica), observando-se um padrão sazonal de ocorrência de casos humanos, a partir da análise da série histórica, que embasa a adoção de medidas de vigilância. Diante disso, o período de monitoramento da FA foi definido pelo Ministério da Saúde entre o inicia em julho e final de junho do ano seguinte.

Casos humanos e epizootias em primatas não humanos (PNH) foram recentemente registrados em uma ampla área do território nacional. Inicialmente, entre 2014/2015, a transmissão se deu na região Norte, com posterior expansão no sentido leste e sul do país, onde afetou prioritariamente a região Centro Oeste entre 2015/2016. Mais recentemente, entre 2016/2017, foi registrado o surto mais expressivo no Brasil, que afetou principalmente os estados da região Sudeste, com 779 casos humanos e 262 óbitos, além de 1.659 epizootias por FA no Brasil (Figura 1).

Série Histórica FA


SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

A vigilância de epizootias em primatas não humanos (PNH) consiste em captar informações sobre o adoecimento ou morte de PNH (macacos) e investigar oportunamente, a fim de detectar precocemente a circulação do vírus amarílico e subsidiar a tomada de decisão para a adoção das medidas de prevenção e controle, de modo a reduzir a morbimortalidade da doença na população humana prioritariamente nas áreas afetadas (com transmissão ativa) e ampliadas (áreas adjacentes).

No período de monitoramento 2017/2018 (julho/2017 a junho/2018), até a semana epidemiológica (SE) 04, foram notificadas ao Ministério da Saúde 3.073 epizootias em PNH, das quais 580 foram descartadas, 1.092 foram indeterminadas (s/coleta de amostras), 919 permanecem em investigação e 482 foram confirmadas por FA (por laboratório). Foram registradas epizootias de PNH confirmadas no Mato Grosso [1]; no Rio de Janeiro [6], em Minas Gerais [58] e em São Paulo [417], com o maior número de epizootias confirmadas na região Sudeste (99,8%; 481/482) (Tabela 1).

Epizootias

 


A curva epidêmica (Figura 2) evidencia a manutenção da circulação viral no período de baixa ocorrência (junho a setembro), quando as baixas temperatura e pluviosidade geralmente implicam em condições menos favoráveis à transmissão. Epizootias em PNH confirmadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, detectadas recentemente nas mesmas áreas afetadas no surto recente (2016/2017), indicam a manutenção da transmissão local e do risco às populações humanas. No período de monitoramento 2016/2017 até a SE 04, foram confirmadas 638 epizootias em PNH (Figura 3). Na comparação entre os dois períodos de monitoramento 2016/2017 e 2017/2018, é importante considerar que as áreas de ocorrência das epizootias são distintas em cada período.

Epizootias

Epizootias

 

Vigilância de Casos Humanos

A vigilância de casos humanos é feita por meio da notificação de casos com sintomatologia compatível com FA. Todo caso suspeito deve ser prontamente comunicado por telefone, fax ou e-mail às autoridades, (até 24 horas), por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional. É importante preencher a ficha de Investigação, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

No período de monitoramento 2017/2018 (julho/2017 a junho/2018), até a SE 04, foram notificados 1.080 casos humanos suspeitos de FA, dos quais 432 foram descartados, 435 permanecem em investigação e 213 foram confirmados. Do total de casos confirmados, 81 evoluíram para o óbito (letalidade de 38,0% [81/213]). A maior parte dos casos em investigação foi notificada na região Sudeste (80,7% [351/435]) (Tabela 2).

FA casos


O primeiro caso humano confirmado nesse período teve data de início dos sintomas em meados de julho (Figura 4) com local provável de infecção em Guapimirim/RJ (Figuras 7 e 8), onde epizootias em PNH por FA haviam sido detectadas no mês anterior de ocorrência do caso. O perfil demográfico dos casos confirmados coincide com aquele geralmente observado nos surtos de febre amarela silvestre, com a maior parte dos casos em pacientes do sexo masculino e idade economicamente ativa, uma vez que esses indivíduos se expõem com maior frequência a áreas e situações de risco, sobretudo em decorrência de atividades laborais (Figura 5). No período de monitoramento 2016/2017 até a SE 04, foram confirmados 468 casos de febre amarela silvestre (Figura 6). Na comparação entre os dois períodos de monitoramento 2016/2017 e 2017/2018, é importante considerar que as áreas de ocorrência das epizootias são distintas em cada período.

FA casos, sexo e faixa etária

 FA casos

Os locais de transmissão registrados nesse período de monitoramento estão dispostos em Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo (Figuras 7 e 8), onde ações de intensificação da vacinação e da vigilância estão em curso. Todos os casos humanos confirmados tiveram LPI em áreas onde foram documentadas epizootias em PNH por FA previamente (Figuras 7 e 8), com exceção do caso confirmado pela SES/DF.


FA mapa

FA mapa sudeste 

 

Vacinação

O Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou às Unidades Federadas o quantitativo de aproximadamente 58,9 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 49,8 milhões de doses da vacina febre amarela (FA), com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva, a saber: 19,7 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12,0 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

Com as ações de intensificação vacinal realizadas, a proporção de municípios com baixas coberturas diminuiu consideravelmente, embora ainda exista importante defasagem na alimentação do sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em relação às doses aplicadas nessas localidades (tabela 3). Ressalta-se a importância da continuidade das ações de vacinação para garantir a homogeneidade da cobertura em todos os municípios, de acordo com a meta preconizada de 95%.

FA vacina


Com relação à detecção e evidências de circulação do vírus em PNH no município de São Paulo/SP, as secretarias estadual e municipal da saúde iniciaram a vacinação da população que reside na zona norte da capital. Está programado vacinar cerca de 2,5 milhões de pessoas. A vacina foi encaminhada para o Estado, que em conjunto com o Ministério da Saúde, avalia com frequência a situação para a definição de novas estratégias de vacinação a serem adotadas ainda nessa sazonalidade.

Considerando o atual cenário epidemiológico da doença no país, com base nas evidências registradas até junho de 2017, a Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV) passou a ser considerada conforme a classificação na Figura 9. Em virtude da identificação da circulação do vírus da febre amarela em centros urbanos com elevado contingente populacional foi estabelecida a Área com Recomendação de Vacinação Parcial (ACRP), sendo recomendada a vacinação para bloqueio de foco na população sob maior risco de adoecer. Nessas localidades, a vacinação ocorrerá de forma gradual, iniciando nas zonas em que houve a identificação de casos e/ou epizootias confirmadas, podendo se estender para outras zonas desses centros urbanos.

 

ASRV

 

Leia o boletim do MS na íntegra

Viajantes

O Ministério da Saúde recomenda a vacina Febre Amarela (atenuada) para toda a população que viaja para Áreas Com Recomendação de Vacina (ACRV). A vacina está disponível em qualquer unidade básica de saúde (Postos de Saúde do SUS) e deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes do deslocamento, para garantir o desenvolvimento da imunidade. Após a vacinação, é fornecido o Cartão Nacional de Vacinação, que deve ser conservado como documento pessoal.

Viagens Nacionais
Recomenda-se a vacina contra febre amarela (atenuada) para toda a população a partir dos 9 meses de idade que se desloca da área sem recomendação de vacina (ASRV) para a área com recomendação da vacina (ACRV). No caso de primeira vacinação, a administração deve ser realizada no mínimo 10 dias antes da viagem, para que a pessoa seja considerada protegida.

Os anticorpos protetores contra o vírus são produzidos entre o 7º e 10º dia após a administração. Uma dose confere proteção. No entanto, é necessária a administração de pelo menos uma dose de reforço aos 4 anos de idade (crianças) ou após 10 anos (adultos), a depender da situação vacinal individual.

Além da vacina, outras medidas de proteção individual devem ser levadas em consideração, como o uso de calças e camisas de manga longa e de repelentes contra insetos.

Viajantes Internacionais
Apesar do Brasil não exigir o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) para entrada no país, a vacinação contra a febre amarela também é recomendada aos viajantes ainda não vacinados que vêm ao Brasil, caso planejem visitar áreas com recomendação de vacina.


Atualização das áreas de recomendação para vacinação contra febre amarela

Lista dos municípios brasileiros com recomendação de vacina contra a febre amarela.

Lista dos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia que terão a vacina em dose fracionada.


Lista da OMS de países que exigem vacina contra a febre amarela para o viajante.


calendário vacinal 2018

Fonte:MS

Mais informações

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