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Alertas Nacionais

Lembre-se!

Você deve ficar atento às principais doenças e agravos à saúde que estão ocorrendo, especialmente nos lugares para onde você está se deslocando. Caso verifique que algum surto ou epidemia está em curso no seu local de destino, informe-se sobre a situação e adote as medidas de prevenção recomendadas para proteger a sua saúde e evitar que outras pessoas também venham a adoecer. Aqui você vai encontrar essas informações sobre os principais eventos de saúde pública que estão ocorrendo atualmente no Brasil.



FEBRE AMARELA (FA)

País envolvido: Brasil
Início do evento: 2017
Atualização: 18/01/2018
Fonte: Ministério da Saúde do Brasil (MS)

Total de casos confirmados: De 01/07/2017 até 14 de janeiro de 2018, foram notificados ao Ministério da Saúde 470 casos suspeitos de febre amarela silvestre, dos quais 145 (30,8%) casos permanecem em investigação, 35 (7,4%) casos foram confirmados e 290 (61,7%) foram descartados.

MONITORAMENTO DA SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA FEBRE AMARELA NO BRASIL

Fonte:MS


ANTECEDENTES

Nas últimas décadas, a Febre Amarela (FA) vem sendo registrada além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica), observando-se um padrão sazonal de ocorrência de casos humanos, a partir da análise da série histórica, que embasa a adoção de medidas de vigilância. Diante disso, o período de monitoramento da FA foi definido pelo Ministério da Saúde entre o inicia em julho e final de junho do ano seguinte.

Casos humanos e epizootias em primatas não humanos (PNH) foram recentemente registrados em uma ampla área do território nacional. Inicialmente, entre 2014/2015, a transmissão se deu na região Norte, com posterior expansão no sentido leste e sul do país, onde afetou prioritariamente a região Centro Oeste entre 2015/2016. Mais recentemente, entre 2016/2017, foi registrado o surto mais expressivo no Brasil, que afetou principalmente os estados da região Sudeste, com 779 casos humanos e 262 óbitos, além de 1.659 epizootias por FA no Brasil (Figura 1).

Série Histórica FA


SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

A vigilância de epizootias em primatas não humanos (PNH) consiste em captar informações sobre o adoecimento ou morte de PNH (macacos) e investigar oportunamente, a fim de detectar precocemente a circulação do vírus amarílico e subsidiar a tomada de decisão para a adoção das medidas de prevenção e controle, de modo a reduzir a morbimortalidade da doença na população humana prioritariamente nas áreas afetadas (com transmissão ativa) e ampliadas (áreas adjacentes).

No período de monitoramento 2017/2018 (julho/2017 a junho/2018), até a semana epidemiológica (SE) 02, foram notificadas ao Ministério da Saúde 2.442 epizootias em PNH, das quais 467 foram descartadas, 817 foram indeterminadas (s/ coleta de amostras), 747 permanecem em investigação e 411 foram confirmadas por FA (por laboratório). Foram registradas epizootias de PNH confirmadas no Mato Grosso [1]; no Rio de Janeiro [3], em Minas Gerais [47] e em São Paulo [360], com o maior número de epizootias confirmadas na região Sudeste (99,7%; 410/411) (Tabela 1).


Epizootias 2017/2018


A curva epidêmica (Figura 2) evidencia a manutenção da circulação viral no período de baixa ocorrência (junho a setembro), quando as baixas temperatura e pluviosidade geralmente implicam em condições menos favoráveis à transmissão. Epizootias em PNH confirmadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, detectadas recentemente nas mesmas áreas afetadas no surto recente (2016/2017), indicam a manutenção da transmissão local e do risco às populações humanas. No estado de São Paulo houve aumento no número de notificações a partir da SE-37, que coincidiu com o aumento no número de confirmações.

 

Distribuição das epizootias em PNH notificadas à SVS/MS, por SE de ocorrência e classificação, período de monitoramento 2017/2018, Brasil e SP, SE 02, (jul/17 a jun/18).

 

Vigilância de Casos Humanos

A vigilância de casos humanos é feita por meio da notificação de casos com sintomatologia compatível com FA. Todo caso suspeito deve ser prontamente comunicado por telefone, fax ou e-mail às autoridades, (até 24 horas), por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional. É importante preencher a ficha de Investigação, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

No período de monitoramento 2017/2018 (julho/2017 a junho/2018), até a SE-02, foram notificados 470 casos humanos suspeitos de FA, dos quais 290 foram descartados, 145 permanecem em investigação e 35 foram confirmados. Do total de casos confirmados, 20 evoluíram para o óbito (letalidade de 57,1% [20/35]). A maior parte dos casos em investigação foi notificada na região Sudeste (75,8%, [110/145]) (Tabela 2).

 

Distribuição dos casos humanos suspeitos de FA notificados à SVS/MS por UF de provável infecção e classificação, Brasil, monitoramento 2017/2018 SE 02, (jul/17 a jun/18).


O primeiro caso humano confirmado nesse período teve data de início dos sintomas em meados de julho (Figura 3), com local provável de infecção em Guapimirim/RJ (Figuras 4 e 5), onde epizootias em PNH por FA haviam sido detectadas no mês anterior de ocorrência do caso. Em SP, outros três casos humanos confirmados tiveram início dos sintomas entre setembro e novembro (Figura 3), em áreas onde a transmissão do vírus se manteve durante o inverno entre primatas não humanos (Figuras 2, 4 e 5), o que pode ter favorecido a retomada da transmissão nas proximidades.

Distribuição dos casos humanos suspeitos de FA notificados à SVS/MS, por SE de início dos sintomas e classificação, Brasil, monitoramento 2017/2018 SE 02, (jul/17 a jun/18).

 

Os locais de transmissão registrados nesse período de monitoramento estão dispostos em Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo (Figuras 4 e 5), onde ações de intensificação da vacinação e da vigilância estão em curso. Todos os casos humanos confirmados tiveram local provável de infecção (LPI) em áreas onde foram documentadas epizootias em PNH por FA previamente (Figuras 4 e 5). A despeito das ações de intensificação da vacinação nos municípios afetados, o indivíduo que evoluiu para o óbito na região de Campinas, em São Paulo, recusou ser vacinado, com consequente adoecimento e morte pela doença.

 

Distribuição dos casos humanos e epizootias em PNH confirmados para FA, por município do local provável de infecção, monitoramento 2017/2018, Brasil, SE 02, (jul/17 a jun/18).

 

Distribuição dos casos humanos e epizootias confirmadas para FA, por município do local provável de infecção, Região Sudeste, monitoramento 2017/2018, Brasil, SE 02, (jul/17 a jun/18).

 

Vacinação

O Ministério da Saúde, de 2017 até o momento, encaminhou aos Estados aproximadamente 54,6 milhões de doses da vacina. Para  São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 41,9 milhões de doses da vacina febre amarela (FA), com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva: 15,9 milhões (SP), 8,5 milhões (MG), 11,3 milhões (RJ), 3,6 milhões (ES) e 2,6 milhões (BA). Além disso, foram enviadas 12,7 milhões de doses da vacina FA para atender o serviço de vacinação de rotina em todos os estados da federação.

Com as ações de intensificação vacinal realizadas, a proporção de municípios com baixas coberturas diminuiu consideravelmente, embora ainda exista importante defasagem na
alimentação do sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em relação às doses aplicadas nessas localidades. Ressalta-se a importância da continuidade das ações de vacinação para garantir a homogeneidade da cobertura em todos os municípios, de acordo com a meta preconizada de 95%.

Com relação à detecção e evidências de circulação do vírus em PNH no município de São Paulo/SP, as secretarias estadual e municipal da saúde iniciaram a vacinação da  população que reside na zona norte da capital.

Considerando o atual cenário epidemiológico da doença no país, com base nas evidências registradas até junho de 2017, a Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV) passou a ser considerada conforme a classificação na Figura 6. Em virtude da identificação da circulação do vírus da febre amarela em centros urbanos com elevado contingente populacional foi  estabelecida a Área com Recomendação de Vacinação Parcial (ACRP), sendo recomendada a vacinação para bloqueio de foco na população sob maior risco de adoecer. Nessas localidades, a vacinação ocorrerá de forma gradual, iniciando nas zonas em que houve a identificação de casos e/ou epizootias confirmadas, podendo se estender para outras zonas desses centros urbanos.

 

Distribuição dos municípios segundo a recomendação de vacina, após período de monitoramento 2016/2017 (jul/16 a jun/17).

 

Leia o boletim do MS na íntegra

Viajantes

O Ministério da Saúde recomenda a vacina Febre Amarela (atenuada) para toda a população que viaja para Áreas Com Recomendação de Vacina (ACRV). A vacina está disponível em qualquer unidade básica de saúde (Postos de Saúde do SUS) e deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes do deslocamento, para garantir o desenvolvimento da imunidade. Após a vacinação, é fornecido o Cartão Nacional de Vacinação, que deve ser conservado como documento pessoal.

Viagens Nacionais
Recomenda-se a vacina contra febre amarela (atenuada) para toda a população a partir dos 9 meses de idade que se desloca da área sem recomendação de vacina (ASRV) para a área com recomendação da vacina (ACRV). No caso de primeira vacinação, a administração deve ser realizada no mínimo 10 dias antes da viagem, para que a pessoa seja considerada protegida.

Os anticorpos protetores contra o vírus são produzidos entre o 7º e 10º dia após a administração. Uma dose confere proteção. No entanto, é necessária a administração de pelo menos uma dose de reforço aos 4 anos de idade (crianças) ou após 10 anos (adultos), a depender da situação vacinal individual.

Além da vacina, outras medidas de proteção individual devem ser levadas em consideração, como o uso de calças e camisas de manga longa e de repelentes contra insetos.

Viajantes Internacionais
Apesar do Brasil não exigir o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) para entrada no país, a vacinação contra a febre amarela também é recomendada aos viajantes ainda não vacinados que vêm ao Brasil, caso planejem visitar áreas com recomendação de vacina.

Atualização das áreas de recomendação para vacinação contra febre amarela

Lista dos municípios brasileiros com recomendação de vacina contra a febre amarela.

Vacinas FA

Fonte:MS

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MALÁRIA

País: Brasil
Fonte: Ministério da Saúde (MS)

Descrição

Doença infecciosa febril aguda, cujos agentes etiológicos são protozoários transmitidos por vetores. No Brasil, a magnitude da malária está relacionada à elevada incidência da doença na Região Amazônica e à sua potencial gravidade clínica. Causa consideráveis perdas sociais e econômicas na população sob risco, principalmente naquela que vive em condições precárias de habitação e saneamento.


Sinonímia
Paludismo, impaludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre.


Agente etiológico

Cinco espécies de protozoários do gênero Plasmodium podem causar a malária humana: P. falciparum, P. vivax, P. malariae, P. ovale e P. knowlesi. No Brasil, há três espécies associadas à malária em seres humanos: P. vivax, P. falciparum e P. malariae. O P. ovale está restrito a determinadas regiões do continente africano e a casos importados de malária no Brasil. O P. knowlesi¸ parasita de macacos que tem sido registrado em casos humanos, ocorre apenas no Sudeste Asiático.


Reservatório

O homem é o principal reservatório com importância epidemiológica para a malária humana.


Vetores

Mosquitos do gênero Anopheles Meigen. Este gênero compreende aproximadamente 400 espécies, das quais cerca de 60 ocorrem no Brasil e 11 delas têm importância epidemiológica na transmissão da doença. Os vetores da malária são popularmente conhecidos por “carapanã”, “muriçoca”, “sovela”, “mosquito-prego” e “bicuda”.

An. darlingi é o principal vetor de malária no Brasil, cujo comportamento é altamente antropofílico e endofágico (entre as espécies brasileiras, é a mais encontrada picando no interior e nas proximidades das residências), encontrado em altas densidades e com ampla distribuição no território nacional, exceto no sertão nordestino, no Rio Grande do Sul e nas áreas com altitude acima de 1.000 metros. É capaz de manter a transmissão mesmo quando em baixa densidade populacional de mosquitos. Esta espécie cria-se, normalmente, em águas de baixo fluxo, profundas, límpidas, sombreadas e com pouco aporte de matéria orgânica e sais. Entretanto, em situações de alta densidade, o An. darlingi acaba ocupando vários outros tipos de criadouro, incluindo pequenas coleções hídricas e criadouros temporários. Outras espécies também têm importância epidemiológica no Brasil, mas em menor escala ou em regiões geográficas menos abrangentes.

Nas regiões de Mata Atlântica, os anofelinos do subgênero Kerteszia podem ser responsáveis por surtos ocasionais de malária. Essas espécies têm, como criadouros, plantas que acumulam água (fitotelmatas), como as bromélias, muito comuns nessa região.


Modo de transmissão
Ocorre por meio da picada das fêmeas do mosquito Anopheles, quando infectados pelo Plasmodium spp.

O risco de transmissão depende do horário de atividade do vetor. Os vetores são abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno. O horário em que há maior abundância de mosquitos varia de acordo com cada espécie, nas diferentes regiões e ao longo do ano.

Não há transmissão direta da doença de pessoa a pessoa. Outras formas de transmissão, tais como transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas contaminadas ou transmissão congênita também podem ocorrer, mas são raras.


Período de incubação

Varia de acordo com a espécie de plasmódio. Para P. falciparum, de 8 a 12 dias; P. vivax, 13 a 17; e P. malariae, 18 a 30 dias.

Toda pessoa é suscetível.


Acesse o informativo Conheça a malária

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INFLUENZA

País: Brasil

Atualização: 15/02/2017
Fonte: Ministério da Saúde (MS)

A influenza é uma infecção respiratória aguda, causada pelos vírus A e B. O vírus A está associado a epidemias e pandemias. É um vírus de comportamento sazonal e tem aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias, podendo haver anos com menor ou maior circulação do vírus. Habitualmente em cada ano circula mais de um tipo de influenza concomitantemente (exemplo: influenza A (H1N1)pdm09, influenza A (H3N2) e influenza B).

A gripe, ou influenza sazonal, inicia-se em geral com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios como a tosse e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.

A vigilância da influenza no Brasil é composta pela vigilância sentinela de síndrome gripal (SG), de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) e pela vigilância universal de SRAG. A vigilância sentinela conta com uma rede de unidades distribuídas em todas as regiões geográficas do país e tem como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, além de permitir o monitoramento da demanda de atendimento por essa doença. A vigilância universal de SRAG monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento da influenza no país para orientar na tomada de decisão em situações que requeiram novos posicionamentos do Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais. Os dados são coletados por meio de formulários padronizados e inseridos em sistemas de informação.

Indivíduos que apresentem sintomas de gripe são orientados a:

Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas);

  • Restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação;
  • Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;
  • Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;

* O serviço de saúde deve ser procurado imediatamente caso apresente algum desses sintomas: dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxeada, dor ou pressão abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vomito persistente, convulsão.

Para evitar a gripe ou a sua transmissão também deve-se fazer uso de medidas preventivas como: higienizar as mãos com água e sabão ou com álcool gel, principalmente depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes e depois de tocar os olhos, a boca e o nariz; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas (corrimãos, bancos, maçanetas etc.). Manter hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.

Pessoas com síndrome gripal devem evitar contato direto com outras pessoas, abstendo-se de suas atividades de trabalho, estudo, sociais ou aglomerações e ambientes coletivos.

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SARAMPO


O sarampo está eliminado no Brasil. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) declarou a região das Américas como zona livre de sarampo, a primeira em todo o mundo, ao fim de uma batalha que se estendeu por 22 anos. O último caso relatado no país foi no Ceará, em julho de 2015. Os últimos casos autóctones de sarampo ocorreram no ano 2000 e, desde então, todos os casos confirmados foram importados ou relacionados à importação.

O último caso de sarampo endêmico na América Latina foi notificado em 2002. Trata-se da quinta doença evitável por vacinação a ser eliminada das Américas, sendo a última a rubéola congênita, em 2015, quando o Brasil recebeu sua certificação.

Para manter a eliminação do sarampo, a OPAS/OMS e o Comitê Internacional de Peritos para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola recomendam a todos os países das Américas que fortaleçam a vigilância ativa e mantenham a imunidade de sua população através da vacinação.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece a meta de 95% da cobertura vacinal de forma homogênea em todas as localidades no município.

Alguns países da Europa, África e Ásia, no entanto, não apresentam uma cobertura vacinal muito ampla contra o sarampo. Neste sentido, recomenda-se a profissionais da área de turismo e viajantes residentes no Brasil que viajem a países situados em outros continentes, que procurem um posto de saúde pelo menos quinze dias antes da viagem, para serem vacinados. Ver alerta internacional.

Grande parte da população nascida no final de década de 1980 foi vacinada, mas quem tem mais de 20 anos pode não ter recebido pelo menos uma dose da vacina e, assim, pode estar sujeito à infecção. Por isso é importante que, além dos viajantes que vão para outros países, todos os profissionais dos aeroportos, independentemente da idade, desde os aeroviários e taxistas até quem trabalha dentro das lojas ou das lanchonetes, tomem a vacina, caso não comprovem vacinação prévia contra o sarampo.

Esta mesma orientação também vale para turistas, agentes de viagens, guias turísticos, funcionários dos hotéis e profissionais do sexo. A aplicação da vacina nessas pessoas (uma dose) deve ser realizada principalmente nas cidades que atraem mais turistas estrangeiros, como Rio de Janeiro, Florianópolis e capitais do Nordeste.

A vacina é gratuita e está disponível em qualquer posto de saúde, mas os próprios empresários de turismo, associações ou sindicatos do ramo podem procurar as representações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) das secretarias estaduais de Saúde para elaborar ações de vacinação para grupos específicos.

Os viajantes, independentemente da idade, que se dirigem para outros países situados fora da região das Américas e que não comprovem vacinação prévia contra o sarampo também devem receber uma dose da vacina.

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DENGUE

 

País: Brasil
Atualização: 30/05/2017
Fonte: Ministério da Saúde (MS)

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue é uma doença viral que se espalha rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, a incidência aumentou 30 vezes, com ampliação da expansão geográfica para novos países e, nesta década, para pequenas cidades e áreas rurais. É estimado que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente e que aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas morem em países onde a dengue é endêmica.

Na região das Américas, a doença tem se disseminado com surtos cíclicos ocorrendo a cada 3/5 anos. No Brasil, a transmissão vem ocorrendo de forma continuada desde 1986, intercalando-se com a ocorrência de epidemias, geralmente associadas com a introdução de novos sorotipos em áreas anteriormente indenes ou alteração do sorotipo predominante. O maior surto no Brasil ocorreu em 2013, com aproximadamente 2 milhões de casos notificados. Atualmente, circulam no país os quatro sorotipos da doença.


PREVENÇÃO

Ainda não existe vacina ou medicamentos contra dengue. Portanto, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

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CHIKUNGUNYA

País: Brasil
Atualização: 15/02/2017
Fonte
: Ministério da Saúde (MS)


A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa "aqueles que se dobram" em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.


PREVENÇÃO
Assim como a dengue, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. Quando há notificação de caso suspeito, as Secretarias Municipais de Saúde devem adotar ações de eliminação de focos do mosquito nas áreas próximas à residência e ao local de atendimento dos pacientes.

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ZIKA VÍRUS

País: Brasil
Atualização: 15/02/2017
Fonte: Ministério da Saúde (MS)


O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda.

Em 2007, houve o primeiro grande surto de infecção por vírus Zika na ilha de Yap (Micronésia). Posteriormente, um surto na Polinésia Francesa, iniciado no final de outubro de 2013, registrou cerca de 10.000 casos, dos quais 70 graves, com complicações neurológicas ou autoimunes.

Em 2014, foram notificados casos na Nova Caledônia e Ilhas Cook e foi detectada a circulação do vírus autóctone nas Américas. Surtos de Zika ocorreram também na África, no Sudeste da Ásia e nas Ilhas do Pacífico.


TRANSMISSÃO E SINTOMAS
O Zika vírus é transmitido por meio da picada de um mosquito infectado (os mesmos mosquitos que transmitem a dengue e o vírus chikungunya).

Os sintomas mais comuns da Zika são febre, erupção cutânea, dor nas articulações ou olhos vermelhos. Outros sintomas incluem dor muscular, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, e vômitos.

Cerca de 1 em cada 5 pessoas infectadas com o vírus Zika fica doente. A doença é geralmente leve com sintomas que duram de vários dias a uma semana. Doença grave que requer hospitalização é incomum. Mortes devido ao Zika não foram relatadas.


TRATAMENTO
Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também não há vacina contra o vírus. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de paracetamol ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções na pele, os antihistamínicos podem ser considerados.

Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas. Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue, devido à sua maior frequência e gravidade conhecida.


PREVENÇÃO

  • Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas.
  • Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
  • Pratique sexo seguro.

Cuidados

  • Caso observe o aparecimento de manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, busque um serviço de saúde para atendimento.
  • Não tome qualquer medicamento por conta própria.
  • Procure orientação sobre planejamento reprodutivo e os métodos contraceptivos nas Unidades Básicas de Saúde.

RECOMENDAÇÕES DA OMS AOS VIAJANTES
Viajantes que vão para áreas com circulação do vírus Zika devem tomar as medidas necessárias para se proteger de picadas de mosquito:

  • Uso de repelentes;
  • Uso de roupas adequadas, que minimizem a exposição da pele;
  • Uso de inseticidas ou mosquiteiros.
  • Se você usar o protetor solar e repelente de insetos, aplicar o protetor solar primeiro e depois o repelente.
  • Evite áreas infestadas por mosquitos.

Se apresentar os sintomas do vírus Zika procure atendimento médico.


RECOMENDAÇÕES ÀS GESTANTES

  • Devem ter a sua gestação acompanhada em consultas pré-natal, realizando todos os exames recomendados pelo seu médico;
  • Não devem consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de drogas;
  • Não utilizar medicamentos sem a orientação médica;
  • Evitar contato com pessoas com febre, exantemas ou infecções;
  • Adotar medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, com a eliminação de criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água);
  • Proteger-se de mosquitos, mantendo portas e janelas fechadas ou teladas, usando calça e camisa de manga comprida e utilizando repelentes indicados para gestantes.


Mais informações.
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POLIOMIELITE

Doença infectocontagiosa de origem viral, caracterizada por quadro de paralisia flácida de início súbito, principalmente nos membros inferiores.

O agente que causa a infecção é o poliovírus (1, 2 e 3). A infecção confere imunidade duradoura ao tipo específico de poliovírus responsável pela infecção.

Os sintomas cursam com instalação repentina de paralisia, principalmente dos membros inferiores, acompanhada de febre, de forma assimétrica, com flacidez muscular, diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada, sensibilidade conservada, e persistência de seqüela após 60 dias do início da doença.

A transmissão se dá pelo contato direto pessoa a pessoa, pelas vias fecal-oral ou oral-oral, esta última através de gotículas de muco da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar).

Não existe tratamento específico, todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas, fazendo tratamento de suporte. A vacinação é a única forma de prevenção. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual. Procure um posto de saúde e se informe sobre o calendário vacinal da criança.

No Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989. A estratégia adotada para a eliminação do vírus no país foi centrada na realização de campanhas de vacinação em massa com a vacina oral contra a pólio (VOP).

 

Chama-se a atenção para o risco de importações de casos de países onde ainda há circulação endêmica do poliovírus selvagem (Paquistão e Afeganistão). Com isso, reforça-se a necessidade de manter ações permanentes e efetivas de vigilância da doença e níveis adequados de proteção imunológica da população.

 

Chama-se a atenção para a ocorrência de casos de pólio derivado da vacina em países com coberturas vacinais insuficientes e/ou heterogêneas. Ou seja, o vírus derivado da vacina passa a readquirir  neurovirulência e patogenicidade, provocando surtos de poliomielite em países que já tinham a doença sob controle parcial ou total. De 2004 a 2014, ocorreram surtos em 18 países (Moçambique, Miamar, Indonésia, China, Paquistão, Nigéria, Camarões, Niger, Chade, Afeganistão, Somália, Quênia, Congo, Iêmen, Índia, Etiópia, Madagascar e Camboja).

 

Salienta-se que o controle da circulação do poliovírus derivado da vacina é o mesmo desenvolvido para poliovírus selvagem: alcançar e manter altas e homogêneas coberturas vacinais.


Mais informações.

Mais informações no site da OMS.

 


ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS

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