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Alertas Internacionais

Lembre-se!
Você deve ficar atento às principais doenças e agravos à saúde que estão ocorrendo no mundo e, especialmente, informar-se sobre o que está ocorrendo nos lugares para onde você está se deslocando. Caso verifique que algum surto ou epidemia está em curso no seu local de destino, informe-se sobre a situação e adote as medidas de prevenção recomendadas para proteger a sua saúde e evitar que outras pessoas também venham a adoecer. Aqui você vai encontrar informações sobre os principais eventos de saúde pública que estão ocorrendo atualmente no mundo.

 

 


POLIOMIELITE

Países envolvidos: Afeganistão, Paquistão, República Democrática do Congo e Síria.
Atualização: 20/06/2018
Fonte: The Global Polio Eradication Initiative

Total de casos confirmados:

Poliomielite 2018
 
 
Poliomielite 2018


Resumo

A poliomielite é uma doença infecciosa incapacitante e potencialmente fatal para a qual não existe cura, mas há vacinas seguras e eficazes. A doença, altamente infecciosa, é causada por um vírus, que invade o sistema nervoso e pode causar paralisia irreversível em questão de horas. Pode atacar em qualquer idade, mas afeta principalmente crianças menores de cinco anos. 1 em 200 infecções conduz a uma paralisia irreversível. Entre os casos que sofrem a paralisia, 5% a 10% morrem quando esta afeta os músculos respiratórios.

A maioria das pessoas infectadas com o poliovírus (90%) não tem sinais da doença (portadoras assintomáticas) e podem "silenciosamente" disseminar o agente antes do primeiro caso de paralisia emergir na comunidade. Por esta razão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que um único caso confirmado de paralisia por pólio é evidência de uma epidemia.

Algumas pessoas apresentam sintomas muito leves que passam normalmente despercebidos. Em outras, os sintomas iniciais são febre, fadiga, dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço e dores nos membros.

Casos de pólio diminuíram mais de 99%, de uma estimativa de 350.000 ocorrências em 1988 para 74 em 2015. A redução é o resultado do esforço global para erradicar a doença.

Hoje, apenas 2 países (Afeganistão e Paquistão) permanecem polioendêmicos, em comparação aos mais de 125 em 1988.

Enquanto uma única criança permanecer infectada, as crianças no mundo inteiro estão em risco de contrair a doença. A falha em erradicá-la destes últimos redutos remanescentes pode resultar em cerca de 200.000 novos casos a cada ano atingindo, em 10 anos, todo o mundo. Diante desse cenário, esforços globais de saúde pública estão em curso para erradicar a pólio, por imunização de todas as crianças até que a transmissão do vírus cesse completamente e o mundo se torne livre da doença.

A poliomielite foi declarada Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) em 05/05/2014, em face do aumento da circulação e propagação internacional do poliovírus selvagem durante 2014. Em novembro de 2017, foi definido que as recomendações temporárias em relação à doença seriam reavaliadas a cada três meses, na décima quinta reunião do Comitê de Emergência da OMS.

A OMS declarou recentemente que o poliovírus selvagem tipo 2 está erradicado em todo o mundo e o componente tipo 2 da vacina oral não é mais necessário.

Transmissão


A poliomielite é transmitida por meio do contato de pessoa-a-pessoa e através de alimentos e água contaminados. Também há evidências de que as moscas podem transferir passivamente o poliovírus das fezes aos alimentos.

Quando uma criança está infectada com o vírus selvagem da pólio, o vírus entra no corpo através da boca e multiplica-se no intestino, voltando ao ambiente por meio das fezes, podendo se espalhar rapidamente na comunidade, especialmente em situações de falta de higiene e saneamento.

Se a cobertura vacinal contra a doença é alta, o vírus é incapaz de encontrar crianças suscetíveis e morre.

Recomendações da OMS aos viajantes

A poliomielite não tem tratamento específico.

Todos os viajantes devem manter a sua vacinação contra a pólio atualizada, especialmente os que estão indo para os países onde a doença não foi eliminada.

A doença deve ser evitada tanto por meio da vacinação como de medidas preventivas contra doenças transmitidas por contaminação fecal de água e alimentos.

As más condições habitacionais, a higiene pessoal precária e o elevado número de crianças numa mesma habitação também são fatores que favorecem a transmissão da poliomielite.

Programas de saneamento básico são essenciais para a prevenção da doença.


Mais informações sobre a Poliomielite no mundo consulte o site da Global Polio Eradication Initiative.


MERS-CoV (NOVOCORONAVÍRUS)

Países envolvidos: Países no Oriente Médio: Arábia Saudita, Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait, Iêmen, Líbano e Irã. Casos relatados em outros países ocorreram em indivíduos que viajaram ao Oriente Médio ou em contatos próximos.
Início do evento: abril/2012
Atualização:20/06/2018
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)

Total de casos confirmados:Desde setembro de 2012 até 17 de janeiro de 2018, foram informados 2.220 casos confirmados em laboratório de infecção pelo MERS-CoV, incluindo 790 mortes em 27 países.

Resumo


O coronavírus (CoV), conhecido desde meados dos anos 1960, causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais, geralmente leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Porém, alguns desses vírus podem causar síndromes respiratórias graves.

Em abril de 2012, foi identificado um novo coronavírus, inicialmente na Arábia Saudita e posteriormente em outros países do Oriente Médio, Europa e África. Todos os casos fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países desta região – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como Síndrome Respiratória do Oriente Médio e difundida pelo mundo através da sigla MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome”, sendo o novo vírus nomeado Coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).

Entre 12 de janeiro e 31 de maio de 2018, o Ponto Focal Nacional do RSI da Arábia Saudita relatou 75 casos confirmados laboratorialmente da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS_CoV), incluindo 23 mortes.

De 2012 até 31 de maio, o número global de casos de MERS-CoV confirmados em laboratório desde 2012 é de 2.220, com 1.844 casos na Arábia Saudita. Entre esses casos, ocorreram 790 mortes associadas.

Entre os últimos 75 casos, 21 faziam parte de quatro clusters distintos (2 em ambientes de saúde e 2 agregados familiares). Grupo 1: De 2 a 4 de fevereiro, um hospital privado na região de Hafer Albatin relatou um grupo de três (3) profissionais de saúde, além do caso índice suspeito (quatro [4] casos no total). Grupo 2: De 25 de fevereiro a 7 de março, um hospital em Riad relatou seis (6) casos, incluindo o índice suspeito. Nenhum profissional de saúde foi infectado. Grupo 3: De 8 a 24 de março, um grupo doméstico de 3 casos (caso de índice e 2 casos secundários) foi relatado em Jeddah. Nenhum profissional de saúde foi infectado. Grupo 4: De 23 a 31 de maio, um aglomerado domiciliar foi relatado na região de Najran, com oito casos, incluindo o caso índice suspeito. Este cluster ainda está sob investigação. Até 31 de maio, nenhum profissional de saúde foi infectado e acredita-se que a fonte da infecção seja camelos na casa do paciente inicial.

A fonte do vírus permanece desconhecida, mas o padrão de transmissão e estudos virológicos apontam para os dromedários no Oriente Médio como sendo o reservatório a partir do qual os seres humanos são esporadicamente infectados por meio de transmissão zoonótica. A transmissão humano-a-humano é amplificada entre os contatos domiciliares e nos serviços de saúde.

Mers-CoV causa infecções humanas graves, resultando em alta taxa de mortalidade e tem demonstrado a capacidade de transmissão entre humanos. Até agora, este tipo de transmissão ocorreu principalmente em ambientes de cuidados de saúde.

A notificação de casos adicionais,entretanto, não altera a avaliação global do risco. A OMS espera que casos ocorram a partir do Oriente Médio, inclusive em outros países por viajantes que adquirem a infecção após a exposição a animais ou produtos de origem animal (por exemplo, após o contato com dromedários) ou de origem humana (por exemplo, em um ambiente de cuidados de saúde) na região. A OMS recomenda que os países mantenham a vigilância de infecções respiratórias agudas e analisem cuidadosamente eventuais padrões incomuns.

Dada a falta de evidência de transmissão sustentada entre humanos na comunidade, não há restrições de viagens ou de comércio em relação a este evento.

Transmissão


A fonte do vírus permanece desconhecida, mas o padrão de transmissão e estudos virológicos apontam os dromedários no Oriente Médio como reservatórios do vírus a partir dos quais os seres humanos são infectados.

A transmissão entre pessoas é amplificada entre os contatos domiciliares e nos serviços de saúde.

Recomendações da OMS aos viajantes


Medidas destinadas a reduzir o risco de infecção em geral devem ser adotadas:
  • lavar as mãos frequentemente com água e sabão;
  • lavar as mãos antes e depois de tocar em animais e evitar contato com animais doentes.
  • aderir às boas práticas de segurança alimentar, evitando consumir carne mal cozida ou comida preparada sob condições insalubres; lavar frutas e verduras antes de comê-los; e manter uma boa higiene pessoal.
Pessoas com diabetes, insuficiência renal, doença pulmonar crônica e imunocomprometidas são considerados de alto risco para doença grave por infecção com o MERS-CoV. Devem, portanto, evitar contato próximo com animais, particularmente camelos, ao visitar fazendas, mercados ou áreas onde é sabido que o vírus está potencialmente circulando.

Evitar beber leite cru de camelo, ou comer carne de camelo que não tenha sido devidamente preparada.

Evitar beber a urina de camelo, uma prática com propósitos terapêuticos utilizada em algumas regiões.

Caso você venha a apresentar algum sintoma (febre e tosse) duas semanas após seu retorno de um dos países em que a doença está ocorrendo, procure orientação médica e relate a sua viagem ou se teve contato próximo com uma pessoa com uma doença respiratória aguda.
















 
 


 



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