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Alertas Internacionais

Lembre-se!
Você deve ficar atento às principais doenças e agravos à saúde que estão ocorrendo no mundo e, especialmente, informar-se sobre o que está ocorrendo nos lugares para onde você está se deslocando. Caso verifique que algum surto ou epidemia está em curso no seu local de destino, informe-se sobre a situação e adote as medidas de prevenção recomendadas para proteger a sua saúde e evitar que outras pessoas também venham a adoecer. Aqui você vai encontrar informações sobre os principais eventos de saúde pública que estão ocorrendo atualmente no mundo.




FEBRE AMARELA

País envolvido: Brasil
Início do evento: 2017
Atualização: 18/01/2018
Fonte: Ministério da Saúde do Brasil (MS)

Total de casos confirmados: De 01/07/2017 até 14 de janeiro de 2018, foram notificados ao Ministério da Saúde 470 casos suspeitos de febre amarela silvestre, dos quais 145 (30,8%) casos permanecem em investigação, 35 (7,4%) casos foram confirmados e 290 (61,7%) foram descartados.

MONITORAMENTO DA SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA FEBRE AMARELA NO BRASIL
Fonte:MS


ANTECEDENTES

Nas últimas décadas, a Febre Amarela (FA) vem sendo registrada além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica), observando-se um padrão sazonal de ocorrência de casos humanos, a partir da análise da série histórica, que embasa a adoção de medidas de vigilância. Diante disso, o período de monitoramento da FA foi definido pelo Ministério da Saúde entre o inicia em julho e final de junho do ano seguinte.

Casos humanos e epizootias em primatas não humanos (PNH) foram recentemente registrados em uma ampla área do território nacional. Inicialmente, entre 2014/2015, a transmissão se deu na região Norte, com posterior expansão no sentido leste e sul do país, onde afetou prioritariamente a região Centro Oeste entre 2015/2016. Mais recentemente, entre 2016/2017, foi registrado o surto mais expressivo no Brasil, que afetou principalmente os estados da região Sudeste, com 779 casos humanos e 262 óbitos, além de 1.659 epizootias por FA no Brasil (Figura 1).

Série Histórica FA


SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos – PNH (macacos)

A vigilância de epizootias em primatas não humanos (PNH) consiste em captar informações sobre o adoecimento ou morte de PNH (macacos) e investigar oportunamente, a fim de detectar precocemente a circulação do vírus amarílico e subsidiar a tomada de decisão para a adoção das medidas de prevenção e controle, de modo a reduzir a morbimortalidade da doença na população humana prioritariamente nas áreas afetadas (com transmissão ativa) e ampliadas (áreas adjacentes).

No período de monitoramento 2017/2018 (julho/2017 a junho/2018), até a semana epidemiológica (SE) 02, foram notificadas ao Ministério da Saúde 2.442 epizootias em PNH, das quais 467 foram descartadas, 817 foram indeterminadas (s/ coleta de amostras), 747 permanecem em investigação e 411 foram confirmadas por FA (por laboratório). Foram registradas epizootias de PNH confirmadas no Mato Grosso [1]; no Rio de Janeiro [3], em Minas Gerais [47] e em São Paulo [360], com o maior número de epizootias confirmadas na região Sudeste (99,7%; 410/411) (Tabela 1).


 Epizootias 2017/2018


A curva epidêmica (Figura 2) evidencia a manutenção da circulação viral no período de baixa ocorrência (junho a setembro), quando as baixas temperatura e pluviosidade geralmente implicam em condições menos favoráveis à transmissão. Epizootias em PNH confirmadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, detectadas recentemente nas mesmas áreas afetadas no surto recente (2016/2017), indicam a manutenção da transmissão local e do risco às populações humanas. No estado de São Paulo houve aumento no número de notificações a partir da SE-37, que coincidiu com o aumento no número de confirmações.


Distribuição das epizootias em PNH notificadas à SVS/MS, por SE de ocorrência e classificação, período de monitoramento 2017/2018, Brasil e SP, SE 02, (jul/17 a jun/18).


Vigilância de Casos Humanos

A vigilância de casos humanos é feita por meio da notificação de casos com sintomatologia compatível com FA. Todo caso suspeito deve ser prontamente comunicado por telefone, fax ou e-mail às autoridades, (até 24 horas), por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e internacional. É importante preencher a ficha de Investigação, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

No período de monitoramento 2017/2018 (julho/2017 a junho/2018), até a SE-02, foram notificados 470 casos humanos suspeitos de FA, dos quais 290 foram descartados, 145 permanecem em investigação e 35 foram confirmados. Do total de casos confirmados, 20 evoluíram para o óbito (letalidade de 57,1% [20/35]). A maior parte dos casos em investigação foi notificada na região Sudeste (75,8%, [110/145]) (Tabela 2).


Distribuição dos casos humanos suspeitos de FA notificados à SVS/MS por UF de provável infecção e classificação, Brasil, monitoramento 2017/2018 SE 02, (jul/17 a jun/18).


O primeiro caso humano confirmado nesse período teve data de início dos sintomas em meados de julho (Figura 3), com local provável de infecção em Guapimirim/RJ (Figuras 4 e 5), onde epizootias em PNH por FA haviam sido detectadas no mês anterior de ocorrência do caso. Em SP, outros três casos humanos confirmados tiveram início dos sintomas entre setembro e novembro (Figura 3), em áreas onde a transmissão do vírus se manteve durante o inverno entre primatas não humanos (Figuras 2, 4 e 5), o que pode ter favorecido a retomada da transmissão nas proximidades.

Distribuição dos casos humanos suspeitos de FA notificados à SVS/MS, por SE de início dos sintomas e classificação, Brasil, monitoramento 2017/2018 SE 02, (jul/17 a jun/18).

Os locais de transmissão registrados nesse período de monitoramento estão dispostos em Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo (Figuras 4 e 5), onde ações de intensificação da vacinação e da vigilância estão em curso. Todos os casos humanos confirmados tiveram local provável de infecção (LPI) em áreas onde foram documentadas epizootias em PNH por FA previamente (Figuras 4 e 5). A despeito das ações de intensificação da vacinação nos municípios afetados, o indivíduo que evoluiu para o óbito na região de Campinas, em São Paulo, recusou ser vacinado, com consequente adoecimento e morte pela doença.

Distribuição dos casos humanos e epizootias em PNH confirmados para FA, por município do local provável de infecção, monitoramento 2017/2018, Brasil, SE 02, (jul/17 a jun/18).



Distribuição dos casos humanos e epizootias confirmadas para FA, por município do local provável de infecção, Região Sudeste, monitoramento 2017/2018, Brasil, SE 02, (jul/17 a jun/18).


Vacinação

O Ministério da Saúde, de 2017 até o momento, encaminhou aos Estados aproximadamente 54,6 milhões de doses da vacina. Para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 41,9 milhões de doses da vacina febre amarela (FA), com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação de forma seletiva: 15,9 milhões (SP), 8,5 milhões (MG), 11,3 milhões (RJ), 3,6 milhões (ES) e 2,6 milhões (BA). Além disso, foram enviadas 12,7 milhões de doses da vacina FA para atender o serviço de vacinação de rotina em todos os estados da federação.

Com as ações de intensificação vacinal realizadas, a proporção de municípios com baixas coberturas diminuiu consideravelmente, embora ainda exista importante defasagem na
alimentação do sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em relação às doses aplicadas nessas localidades. Ressalta-se a importância da continuidade das ações de vacinação para garantir a homogeneidade da cobertura em todos os municípios, de acordo com a meta preconizada de 95%.

Com relação à detecção e evidências de circulação do vírus em PNH no município de São Paulo/SP, as secretarias estadual e municipal da saúde iniciaram a vacinação da população que reside na zona norte da capital.

Considerando o atual cenário epidemiológico da doença no país, com base nas evidências registradas até junho de 2017, a Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV) passou a ser considerada conforme a classificação na Figura 6. Em virtude da identificação da circulação do vírus da febre amarela em centros urbanos com elevado contingente populacional foi estabelecida a Área com Recomendação de Vacinação Parcial (ACRP), sendo recomendada a vacinação para bloqueio de foco na população sob maior risco de adoecer. Nessas localidades, a vacinação ocorrerá de forma gradual, iniciando nas zonas em que houve a identificação de casos e/ou epizootias confirmadas, podendo se estender para outras zonas desses centros urbanos.

Distribuição dos municípios segundo a recomendação de vacina, após período de monitoramento 2016/2017 (jul/16 a jun/17).


Leia o boletim do MS na íntegra.

Viajantes


O Ministério da Saúde recomenda a vacina Febre Amarela (atenuada) para toda a população que viaja para Áreas Com Recomendação de Vacina (ACRV). A vacina está disponível em qualquer unidade básica de saúde (Postos de Saúde do SUS) e deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes do deslocamento, para garantir o desenvolvimento da imunidade. Após a vacinação, é fornecido o Cartão Nacional de Vacinação, que deve ser conservado como documento pessoal.

Viagens Nacionais

Recomenda-se a vacina contra febre amarela (atenuada) para toda a população a partir dos 9 meses de idade que se desloca da área sem recomendação de vacina (ASRV) para a área com recomendação da vacina (ACRV). No caso de primeira vacinação, a administração deve ser realizada no mínimo 10 dias antes da viagem, para que a pessoa seja considerada protegida.

Os anticorpos protetores contra o vírus são produzidos entre o 7º e 10º dia após a administração. Uma dose confere proteção. No entanto, é necessária a administração de pelo menos uma dose de reforço aos 4 anos de idade (crianças) ou após 10 anos (adultos), a depender da situação vacinal individual.

Além da vacina, outras medidas de proteção individual devem ser levadas em consideração, como o uso de calças e camisas de manga longa e de repelentes contra insetos.

Viajantes Internacionais

Apesar do Brasil não exigir o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) para entrada no país, a vacinação contra a febre amarela também é recomendada aos viajantes ainda não vacinados que vêm ao Brasil, caso planejem visitar áreas com recomendação de vacina.

Atualização das áreas de recomendação para vacinação contra febre amarela.


Lista dos municípios brasileiros com recomendação de vacina contra a febre amarela.


Mais informações.





POLIOMIELITE

Países envolvidos: 
Afeganistão, Paquistão, Nigéria (países em que a pólio é endêmica, ou seja, ocorre com frequência), República Democrática do Congo e Síria

Atualização:
20/09/2017
Fonte:
The Global Polio Eradication Initiative

Total de casos confirmados:

Na última semana foi notificado um nova amostra ambiental positiva do poliovírus selvagem tipo 1 (WPV1) no Paquistão; na Síria: um novo caso circulante de poliovírus derivado de vacina tipo 2 (cVDPV2) e, na República Democrática do Congo, um novo caso de poliovírus derivado da vacina (cVDPV2).

Não foram notificados novos casos de poliovírus selvagem de tipo 1 (WPV1) na semana passada no Afeganistão. O número total de casos em 2017 permanece seis. O caso mais recente teve início de paralisia em 10 de julho, na província de Zabul, vizinha de Kandahar e do Paquistão.

Também não foram notificados novos casos de poliovírus selvagem de tipo 1 (WPV1), no mesmo período, no Paquistão. O caso mais recente, de Karachi, teve início da paralisia em 11 de agosto de 2017. O número total de casos de WPV1 para 2017 permanece quatro. Uma nova amostra ambiental positiva para WPV1 foi relatada no distrito de Jacobabad, província de Sindh, trazendo os positivos totais de WPV1 em 2017 para 76. Este é o primeiro ambiente positivo para WPV1 a ser detectado nesse distrito em 2017 e o 25º positivo coletado em Sindh desde o início do ano.

Na Nigéria não houve novos casos de poliovírus selvagem tipo 1 (WPV1) em 2017. O número total de casos de WPV1 em 2016 permanece quatro . O caso mais recente teve paralisação em 21 de agosto de 2016 na área de governo local de Monguno (LGA), Borno.

Um novo caso de poliovírus circulante tipo derivado de tipo 2 (cVDPV2) foi relatado na República Democrática do Congo (RD Congo). O caso foi encontrado em uma criança de 17 meses de idade, residente em em Lwamba, Haut Lomami. O número total de casos de cVDPV2 neste ano é de nove, em dois surtos separados: na província de Haut Lomami (sete casos, com paralisação do caso mais recente em 27 de julho); e na província de Maniema (dois casos com início de paralisia em 26 de março e 18 de abril, com um isolado adicional detectado em um indivíduo saudável com coleta de amostra em 2 de maio).


Casos de Poliomielite no mundo


Resumo

A poliomielite é uma doença infecciosa incapacitante e potencialmente fatal para a qual não existe cura, mas há vacinas seguras e eficazes. A doença, altamente infecciosa, é causada por um vírus, que invade o sistema nervoso e pode causar paralisia irreversível em questão de horas. Pode atacar em qualquer idade, mas afeta principalmente crianças menores de cinco anos. 1 em 200 infecções conduz a uma paralisia irreversível. Entre os casos que sofrem a paralisia, 5% a 10% morrem quando esta afeta os músculos respiratórios.

A maioria das pessoas infectadas com o poliovírus (90%) não tem sinais da doença (portadoras assintomáticas) e podem "silenciosamente" disseminar o agente antes do primeiro caso de paralisia emergir na comunidade. Por esta razão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que um único caso confirmado de paralisia por pólio é evidência de uma epidemia.
Algumas pessoas apresentam sintomas muito leves que passam normalmente despercebidos. Em outras, os sintomas iniciais são febre, fadiga, dores de cabeça, vômitos, rigidez no pescoço e dores nos membros.

Casos de pólio diminuíram mais de 99%, de uma estimativa de 350.000 ocorrências em 1988 para 74 em 2015. A redução é o resultado do esforço global para erradicar a doença. Hoje, apenas 2 países (Afeganistão e Paquistão) permanecem pólio-endêmicos, em comparação aos mais de 125 em 1988.

Enquanto uma única criança permanecer infectada, as crianças no mundo inteiro estão em risco de contrair a doença. A falha em erradicá-la destes últimos redutos remanescentes pode resultar em cerca de 200.000 novos casos a cada ano atingindo, em 10 anos, todo o mundo. Diante desse cenário, esforços globais de saúde pública estão em curso para erradicar a pólio, por imunização de todas as crianças até que a transmissão do vírus cesse completamente e o mundo se torne livre da doença.

A poliomielite foi declarada Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) em 05/05/2014, em face do aumento da circulação e propagação internacional do poliovírus selvagem durante 2014. Em 11 de novembro de 2016, as recomendações temporárias em relação à doença foram estendidas por mais três meses, na décima primeira reunião do Comité de Emergência da OMS.

A OMS declarou recentemente que o poliovírus selvagem tipo 2 está erradicado em todo o mundo e o componente tipo 2 da vacina oral não é mais necessário.

Transmissão

A poliomielite é transmitida por meio do contato de pessoa-a-pessoa e através de alimentos e água contaminados. Também há evidências de que as moscas podem transferir passivamente o poliovírus das fezes aos alimentos.

Quando uma criança está infectada com o vírus selvagem da pólio, o vírus entra no corpo através da boca e multiplica-se no intestino, voltando ao ambiente por meio das fezes, podendo se espalhar rapidamente na comunidade, especialmente em situações de falta de higiene e saneamento.

Se a cobertura vacinal contra a doença é alta, o vírus é incapaz de encontrar crianças suscetíveis e morre.

Recomendações da OMS aos viajantes

A poliomielite não tem tratamento específico.

Todos os viajantes devem manter a sua vacinação contra a pólio atualizada, especialmente os que estão indo para os países onde a doença não foi eliminada.

A doença deve ser evitada tanto por meio da vacinação como de medidas preventivas contra doenças transmitidas por contaminação fecal de água e alimentos.

As más condições habitacionais, a higiene pessoal precária e o elevado número de crianças numa mesma habitação também são fatores que favorecem a transmissão da poliomielite.

Programas de saneamento básico são essenciais para a prevenção da doença.


Mais informações sobre a Poliomielite no mundo consulte o site da Global Polio Eradication Initiative.

DENGUE

Países envolvidos:
  A doença é endêmica em mais de 100 países da África, das Américas, do Mediterrâneo Oriental, Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental. As regiões mais afetadas são o Sudeste Asiático e o Pacífico Ocidental. Veja as áreas de risco de transmissão.

Atualização:
25/09/2017
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e Centers for Desease Control e Prevention (CDC)

Total de casos confirmados:

Descrição por sub-regiões da OPAS (os últimos dados são do ano de 2014):

América do Norte e Central: o número total de casos relatados é de 72.683 para uma incidência média de 43,4 casos/100.000 habitantes, com 1.415 casos graves e 3 óbitos. O México (30.497) e Honduras (20.471) são os países com maior número de casos nesta sub-região, sendo este o país com maior incidência. Todas as mortes gravadas nesta sub-região ocorreram na Guatemala.

América Andina: um total de 75.698 casos foram registrados, com incidência média de 55 casos/100.000 habitantes, 647 casos graves e 52 óbitos. A Colômbia e o Peru representam o maior número de casos (43.228 e 20.698, respectivamente), o último relatando a maior taxa de letalidade na sub-região. A Venezuela não publicou seus dados sobre a doença.

Cone Sul: historicamente é a sub-região que contribui entre 50-60% dos casos de dengue nas Américas. Havia um total de 1.054.188 casos (incidência de 409.1 casos/100.000 habitantes), 736 casos e 378 mortes. Conforme descrito anteriormente, o Brasil responde pelo maior número de casos, seguido pelo Paraguai (30.749 casos).

Hispano-Caribe: apenas 2.426 casos de dengue foram registrados (incidência 9.5 casos 100.000 habitantes), no entanto, é a sub-região com a maior taxa de letalidade (1,07%) do continente. É o país da República Dominicana que relata todas as mortes ocorridas nesta sub-região, onde todos os casos graves (26 registros) morreram. Cuba não publicou dados.

Caribe inglês-francês-holandês: 1.177 casos de dengue são adicionados à data, no entanto, como uma sub-região com pequena população, a taxa de incidência é de 198,5 casos /100.000 habitantes. É a única sub-região que não notifica mortes por esta doença.

 
Mapa casos de dengue últimos 3 meses, 20/09/2017
Fonte: CDC

 

Resumo

A dengue é uma infecção viral transmitida por mosquitos que, nos últimos anos, tornou-se uma grande preocupação de saúde pública internacional. Estima-se que 2,5 bilhões de pessoas vivam em mais de 100 países onde os vírus da dengue podem ser transmitidos. Mais de 50 milhões de infecções ocorrem anualmente com 500.000 casos de febre hemorrágica da dengue e 22.000 mortes.

A doença ocorre em climas tropicais e subtropicais em todo o mundo, particularmente em áreas urbanas e semiurbanas. Em alguns países asiáticos e latino-americanos, a dengue causa doença grave e morte em crianças. Há variações locais de risco fortemente associadas à quantidade de chuvas, à temperatura e à urbanização não planejada.

Nas últimas décadas tem aumentado consideravelmente a incidência de dengue no mundo. Antes de 1970, apenas nove países tinham experimentado epidemias de dengue grave. A doença agora atinge mais de 100 países da África, das Américas, Mediterrâneo Oriental, Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental. As regiões mais afetadas são o Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental. Hoje, cerca de metade da população do mundo está em risco de contrai-la.

Surtos da doença podem ocorrer a qualquer momento. Portanto, os viajantes que se deslocam para áreas onde há dengue têm risco de infecção. Nestas áreas, o risco de ser picado por um mosquito infectado é maior durante o dia, particularmente nos horários do nascer e do por do sol.

A infecção provoca sintomas semelhantes aos da gripe e, às vezes, evolui para uma condição com risco de vida chamada dengue grave (também conhecida como febre hemorrágica da dengue). Não existe um tratamento específico para a doença, mas a detecção precoce e o acesso à assistência médica adequada diminuem as taxas de mortalidade abaixo de 1%. A prevenção e o controle da dengue dependem exclusivamente de medidas eficazes de controle de vetores (mosquitos).

A pesquisa sobre vacinas para uso em saúde pública está em andamento.

Há quatro subtipos de vírus da dengue. Uma pessoa que se recupera da infecção por um dos quatro tipos terá imunidade vitalícia contra este tipo em particular, mas não contra os outros subtipos do vírus.

Transmissão e sintomas

A dengue é transmitida aos seres humanos através da picada de um mosquito infectado (Aedes aegypti e Aedes albopictus) com um dos quatro sorotipos do vírus da doença. Não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa.

Os sintomas aparecem mais frequentemente de 3 a 14 dias após a picada do mosquito infectado e incluem sintomas gripais como: febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores articulares e musculares, náuseas, vômitos e erupções cutâneas.

É comum que algumas pessoas não apresentem sintomas e a maioria delas se recupere de dengue depois de alguns dias. Uma pequena porcentagem dos casos, no entanto, pode desenvolver dengue grave. Os sinais de alerta ocorrem geralmente 3 a 7 dias após os primeiros sintomas, e incluem uma diminuição da febre, sangramento de gengiva ou nariz, fadiga, dor abdominal intensa, vômitos persistentes e dificuldade em respirar. Dengue grave pode levar ao choque.

Recomendações da OMS aos viajantes

Proteger-se de picadas de mosquito é o meio mais eficaz para reduzir o risco de infecção. Medidas recomendadas:
  • Vestuário de mangas compridas para reduzir a pele exposta às picadas;
  • Uso de repelentes de mosquito;
  • Telas nas janelas e portas;
  • Uso de ar condicionado;
  • Uso de mosquiteiros.
A melhor medida preventiva para áreas infestadas com o mosquito da dengue é o controle do vetor por meio da eliminação dos criadouros (resíduos sólidos, como recipientes plásticos descartados e outros itens abandonados que proporcionam habitats para as larvas em áreas urbanas).

Caso você tenha visitado países em que a dengue está ocorrendo durante as duas últimas semanas e suspeite que tem dengue, procure um serviço de saúde imediatamente e informe o médico sobre o seu histórico de viagem.

Mais informações consulte o site da Organização Mundial da Saúde ou da Organização Panamericana da Saúde.

ZIKA VÍRUS

Países envolvidos:
Américas. Surtos foram relatados na África tropical, Sudeste da Ásia e ilhas do Pacífico e recentemente nas Américas.

Início do evento
:
dezembro/2013
Atualização:
25/09/2017
Fonte: 
Organização Panamericana de Saúde - OPAS, Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

Total de casos confirmados:

Desde a semana epidemiológica (SE) 44 de 2016 nenhum novo país/território das Américas confirmou a transmissão autóctone vetorial de Zika. 48 são os países e territórios da região das Américas que apresentaram casos autóctones por transmissão vetorial de Zika e cinco os que notificaram casos de Zika transmitidos sexualmente (Figura 1).
 
América do Norte: Nos Estados Unidos da América, o Departamento de Saúde da Flórida informou que o estado não tem atualmente áreas identificadas com transmissão ativa de Zika e nenhum caso foi notificado neste ano. Na SE 30/2017, o Departamento de Saúde de Texas e o Condado de Hidalgo relataram um caso provável de transmissão vetorial autóctone. No México, por sua vez,  houve aumento dos casos confirmados entre as SE 16 e 27/2017, um comportamento semelhante ao observado com a dengue no mesmo período no país. 51% dos casos confirmados de Zika nas primeiras 32 semanas de 2017 corresponderam aos casos de Nayarit (171 casos), Tamaulipas (146 casos) e San Luis Potosí (123 casos) e nestes estados o número de casos confirmados foi superior ao reportado em 2015-2016.

América Central: Da SE 20 até a SE 30/2017, houve um pequeno aumento nos casos suspeitos e confirmados na sub-região devido a um ligeiro aumento de casos em Belize e Costa Rica, com uma média semanal de 117 casos suspeitos e confirmados entre as SE 21 e 30/ 2017.

Caribe: Casos esporádicos continuam sendo relatados com uma média semanal de 252 suspeitos e confirmados entre as SE 21 e 30/2017. Em Porto Rico, a tendência dos casos observados nas últimas 10 semanas está diminuindo.

América do Sul: Desde a SE 14/ 2017, houve uma tendência decrescente de casos suspeitos e confirmados relatados nesta sub-região, com exceção do Equador, onde houve aumento no número de casos suspeitos e confirmados entre as SE 4 e 20/2017. Entre as SE 21 e 30/2017, em média, 293 casos suspeitos e confirmados foram registrados semanalmente na sub-região.

Figura 1. Países e territórios das Américas com casos autóctones confirmados de infecção pelo vírus Zika (transmissão vetorial) 2015-2017.
 Países e territórios das Américas com casos autóctones confirmados de infecção pelo vírus Zika (transmissão vetorial) 2015-2017.

 Fonte: OPAS
 
 

Resumo

O vírus foi isolado pela primeira vez em 1947 nas florestas da Zika (Uganda), durante um estudo sobre a transmissão da febre amarela silvestre. Em 2007, houve o primeiro grande surto de infecção por vírus Zika na ilha de Yap (Micronésia). Posteriormente, um surto na Polinésia Francesa, iniciado no final de outubro de 2013, registrou cerca de 10.000 casos, dos quais 70 graves, com complicações neurológicas ou autoimunes.

Em 2014, foram notificados casos na Nova Caledônia e Ilhas Cook e foi detectada a circulação do vírus autóctone nas Américas. Em fevereiro, na Ilha da Páscoa (Chile), onde o vírus foi relatado até o mês de junho. Surtos de Zika ocorreram também na África, no Sudeste da Ásia e nas Ilhas do Pacífico.

Os mosquitos que transmitem a doença são encontrados em todo o mundo, é provável, portanto, que os surtos se espalhem para novos países. Os recentes focos encontrados em diferentes regiões do mundo, demonstram o potencial deste arbovírus de se espalhar para os territórios onde existe o vetor.

Não existe vacina para prevenir ou medicamento específicos para tratar o Zika.

Transmissão

O Zika vírus é transmitido por meio da picada de um mosquito infectado (os mesmos mosquitos que transmitem a dengue e o vírus chikungunya).

Os sintomas mais comuns da Zika são febre, erupção cutânea, dor nas articulações ou olhos vermelhos. Outros sintomas incluem dor muscular, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, e vômitos.

Cerca de 1 em cada 5 pessoas infectadas com o vírus Zika fica doente. A doença é geralmente leve com sintomas que duram de vários dias a uma semana. Doença grave que requer hospitalização é incomum. Mortes devido ao Zika não foram relatadas.


Recomendações da OMS aos viajantes

Viajantes que vão para áreas com circulação do vírus Zika devem tomar as medidas necessárias para se proteger de picadas de mosquito:
  • Uso de repelentes;
  • Uso de roupas adequadas, que minimizem a exposição da pele;Uso de inseticidas ou mosquiteiros.
  • Se você usar o protetor solar e repelente de insetos, aplicar o protetor solar primeiro e depois o repelente.
  • Evite áreas infestadas por mosquitos.
Se você tiver Zika, proteja os outros de ficar doente:
Durante a primeira semana da infecção, o vírus Zika pode ser encontrado no sangue e passado de uma pessoa infectada para o mosquito através de picadas. Um mosquito infectado pode, então, espalhar o vírus para outras pessoas. Para ajudar a impedir que outras pessoas fiquem doentes, evite picadas de mosquitos durante a primeira semana de doença.

Obtenha mais informações em inglês no site do CDC
Ou em inglês e espanhol no site da Organização Panamericana de Saúde - OPAS

Acesse os materiais de orientação da OPAS/OMS em inglês e português.

 





CHIKUNGUNYA

Países envolvidosOcorre na África, nas Américas, Ásia, Caribe e ilhas do Pacífico. Vários países têm casos em indivíduos que viajaram para uma área afetada. Algumas áreas estão experimentando surtos atualmente. No Caribe e Américas: ilhas do Caribe, países da América Central e do Sul e México. Nas ilhas do Pacífico: Ilhas Cook e Ilhas Marshall.

Início do evento: final de 2013
Atualização: 25/09/2017
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Panamericana de Saúde - OPAS e Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

Total de casos confirmados:

Até 14 de setembro, foram confirmados quatro casos autóctones de chikungunya na Itália, seis em Roma e oito na área costeira de Anzio (Região do Lácio). Existem casos adicionais sob investigação. A data de início dos sintomas do primeiro caso foi em 5 de agosto de 2017. As datas de início dos últimos casos são entre 25 de agosto e 7 de setembro de 2017.

A transmissão local de chikungunya foi confirmada no sudeste da França, com quatro casos diagnosticados na região Provence-Alpes-Côte d'Azur até 23 de agosto de 2017. Além disso, há um caso provável e oito casos suspeitos. A data de início dos sintomas do primeiro caso confirmado foi 2 de agosto de 2017. Todos os quatro confirmados e um caso provável apresentaram início de sintomas durante o período, de 2 a 17 de agosto de 2017. Todos os 13 pacientes (quatro confirmados, um provável e oito suspeitas) têm idade entre 3 e 77 anos, e são habitantes do mesmo distrito da comuna de Cannet des Maures, no departamento de Var.

Estes não são os primeiros casos relatados de chikungunya na França. Dois casos autóctones foram registrados na mesma área em 2010 e 11 casos em Montpellier em 2014. No entanto, chikungunya é uma doença emergente no sul da Europa, e um surto é considerado inesperado. O vetor Aedes albopictus está se estabelecendo em grande parte da bacia do Mediterrâneo e além.


Resumo

A Febre Chikungunya é uma doença viral transmitida aos seres humanos por mosquitos infectados. Alguns sinais clínicos da doença são semelhantes aos da dengue, com a qual pode ser confundida em regiões onde esta ocorre.

Muitas vezes o CHIKV causa grandes surtos, afetando parcelas expressivas da população, em áreas onde está circulando. A doença ocorre na África e na Ásia. Nas últimas décadas, no entanto, se espalhou para a Europa e para as Américas. Em 2007, o primeiro relato de transmissão na Europa, foi um surto no nordeste da Itália. Desde então, houve surtos na França e na Croácia. No final de 2013, foram notificados os primeiros casos nas Américas, nas ilhas do Caribe. A doença continuou a se espalhar, com casos relatados em todo o Caribe e em vários países do continente americano. A febre Chikungunya já foi identificada em mais de 60 países na Ásia, África e Europa, além das Américas.

Os mosquitos podem picar as pessoas todas as horas do dia, especialmente no início da manhã e final da tarde. Depois da picada de um mosquito infectado, o início da doença geralmente ocorre entre quatro e oito dias, mas este período pode variar de 2 a 12 dias.

O risco para os viajantes é maior em zonas com epidemias em curso.

Transmissão e sintomas

A doença é transmitida aos seres humanos por mosquitos infectados.

Provoca febre e dor articular grave. Outros sintomas incluem dor muscular, dor de cabeça, náuseas, fadiga e erupção cutânea. Muitas vezes, a dor nas articulações é debilitante e pode variar em duração.

A doença pode ser confundida com a dengue em áreas onde a dengue é comum. O tratamento é focado no alívio dos sintomas. Tanto adultos como crianças podem ser infectadas e apresentar sintomas da doença.

Recomendações da OMS aos viajantes

Nenhuma vacina ou medicamento preventivo está disponível. A melhor maneira de prevenir a infecção CHIKV é evitar as picadas de mosquito. Proteja-se delas, especialmente durante os períodos de maior atividade do vetor, ao amanhecer e anoitecer.

Precauções básicas para quem viaja para áreas de risco:
  • uso de repelentes;
  • uso de vestimentas com mangas compridas e calças;
  • uso de telas protetoras nas habitações.

Caso apresente algum sintoma, procure o médico e relate sobre a sua viagem.

Os viajantes com risco aumentado, incluindo os viajantes com condições médicas pré-existentes e mulheres no final da gravidez, devem evitar viajar para áreas com surtos em curso. Se a viagem for inevitável, adotar as medidas de proteção contra picadas de mosquito.

Confira os infográficos.

Obtenha mais informações sobre o vírus, em inglês ou espanhol, no site da Organização Panamericana de Saúde - OPAS.


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INFLUENZA


O planejamento de uma viagem deve considerar previamente a situação epidemiológica da localidade de destino.

Recomenda-se aos viajantes para áreas com evidência de circulação de Influenza A (H1N1), (H5N1) e (H7N9), evitar contato com animais vivos em mercados ou granjas.

Os portadores sintomáticos deverão buscar assistência para tratamento e notificação imediata no caso de apresentar febre, tosse, dor de garganta ou dispneia, com história de exposição nos últimos 15 dias a áreas afetadas.

Influenza no mundo, 2017


 


 

EBOLA

Países envolvidos: República Democrática do Congo

Início do evento: maio/2017
Fim do evento: 02/07/2017
Atualização: 02/07/2017
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)

Total de casos confirmados: 8 casos confirmados e 4 óbitos. 583 contatos monitorados.
 
Ebola na RDC, 2017
Fonte:OMS

Resumo

Em 2 de julho de 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim do mais recente surto de doença do vírus Ebola (EVD) na República Democrática do Congo (RDC). O anúncio foi dado 42 dias após o último caso confirmado, uma paciente na província de Bas-Uélé, apresentar o segundo resultado negativo para a doença. A vigilância reforçada no país continuará, bem como o fortalecimento da preparação e prontidão para os surtos de Ebola.

Em relação ao surto, 4 pessoas morreram, e 4 pessoas sobreviveram à doença. Cinco desses casos foram confirmados em laboratório. Um total de 583 contatos foram registrados e monitorados de perto, mas nenhum desenvolveu sinais ou sintomas de DVE.

Em 11 de maio de 2017, a OMS foi notificada pelo Ministério da Saúde da RDC sobre um cluster de doença não diagnosticada e óbitos com sinais hemorrágicos na Zona de Saúde de Likati. Likati é uma área remota, difícil de alcançar, que compartilha fronteiras com a República Centro-Africana e outras duas províncias da RDC. Os casos da doença foram relatados em quatro distritos de saúde. Este é o oitavo surto de DVE da DRC desde a descoberta do vírus no país em 1976.

Transmissão

A transmissão se dá por meio do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos infectados (incluindo cadáveres), ou a partir do contato com superfícies e objetos contaminados. Só ocorre, portanto, após o aparecimento dos sintomas no indivíduo infectado, não havendo transmissão durante o período de incubação. Não há registro na literatura de isolamento do vírus no suor.


Recomendações da OMS aos viajantes

Pessoas que viajam para países afetados pela DVE devem tomar as seguintes precauções nos 21 dias após o retorno:

  • Prestar atenção aos sintomas da infecção (febre repentina, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça, vômitos, diarreia, erupções cutâneas, e às vezes sangramento).
  • Se tiver febre de 38°C ou superior, procurar imediatamente ao serviço de saúde local e mencionar a história de viagem.

Para pegar Ebola é preciso ter contato direto com o fluido corporal de uma pessoa infectada. Indivíduos assintomáticos não transmitem a doença.

O tratamento precoce melhora a chance de recuperação.


Obtenha mais informações sobre o vírus no site da OMS.

 

MERS-CoV (NOVOCORONAVÍRUS)

 

Países envolvidos:
Países no Oriente Médio: Arábia Saudita, Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã, Kuwait, Iêmen, Líbano e Irã. Casos relatados em outros países ocorreram em indivíduos que viajaram ao Oriente Médio ou em contatos próximos.
  • Ásia: Malásia, Filipinas, Coreia do Sul, China e Tailândia;
  • Europa: Alemanha, Áustria, França, Grécia, Itália, Reino Unido, Holanda e Turquia;
  • África: Egito, Argélia e Tunísia;
  • América do Norte: Estados Unidos.
Início do evento: abril/2012
Atualização:25/09/2017
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)

Total de casos confirmados
:Desde setembro de 2012 até 30 de agosto de 2017, foram informados 2.079 casos confirmados em laboratório de infecção pelo MERS-CoV, incluindo 722 mortes em 27 países.

Resumo

O coronavírus (CoV), conhecido desde meados dos anos 1960, causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais, geralmente leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Porém, alguns desses vírus podem causar síndromes respiratórias graves.

Em abril de 2012, foi identificado um novo coronavírus, inicialmente na Arábia Saudita e posteriormente em outros países do Oriente Médio, Europa e África. Todos os casos fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países desta região – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como Síndrome Respiratória do Oriente Médio e difundida pelo mundo através da sigla MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome”, sendo o novo vírus nomeado Coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).

Entre13 e 30 de agosto de 2017, 12 novos casos foram confirmados em laboratório de Síndrome Respiratória do Oriente Médio – Coronavírus (MERS-CoV) à OMS. Entre estes, seis foram associados a casos na região de Dawmet Aljandal, cidade de Al Jawf, na Arábia Saudita. Desde o início dos registros até o momento, 2.079 casos foram confirmados em laboratório, dos quais 722 morreram.
A fonte do vírus permanece desconhecida, mas o padrão de transmissão e estudos virológicos apontam para os dromedários no Oriente Médio como sendo o reservatório a partir do qual os seres humanos são esporadicamente infectados por meio de transmissão zoonótica. A transmissão humano-a-humano é amplificada entre os contatos domiciliares e nos serviços de saúde.

Mers-CoV causa infecções humanas graves, resultando em alta taxa de mortalidade e tem demonstrado a capacidade de transmissão entre humanos. Até agora, este tipo de transmissão ocorreu principalmente em ambientes de cuidados de saúde.

A notificação de casos adicionais,entretanto, não altera a avaliação global do risco. A OMS espera que casos ocorram a partir do Oriente Médio, inclusive em outros países por viajantes que adquirem a infecção após a exposição a animais ou produtos de origem animal (por exemplo, após o contato com dromedários) ou de origem humana (por exemplo, em um ambiente de cuidados de saúde) na região. A OMS recomenda que os países mantenham a vigilância de infecções respiratórias agudas e analisem cuidadosamente eventuais padrões incomuns. Dada a falta de evidência de transmissão sustentada entre humanos na comunidade, não há restrições de viagens ou de comércio em relação a este evento.


Transmissão

A fonte do vírus permanece desconhecida, mas o padrão de transmissão e estudos virológicos apontam os dromedários no Oriente Médio como reservatórios do vírus a partir dos quais os seres humanos são infectados.

A transmissão entre pessoas é amplificada entre os contatos domiciliares e nos serviços de saúde.

 

Recomendações da OMS aos viajantes

Medidas destinadas a reduzir o risco de infecção em geral devem ser adotadas:

  • lavar as mãos frequentemente com água e sabão;
  • lavar as mãos antes e depois de tocar em animais e evitar contato com animais doentes.
  • aderir às boas práticas de segurança alimentar, evitando consumir carne mal cozida ou comida preparada sob condições insalubres; lavar frutas e verduras antes de comê-los; e manter uma boa higiene pessoal.

Pessoas com diabetes, insuficiência renal, doença pulmonar crônica e imunocomprometidas são considerados de alto risco para doença grave por infecção com o MERS-CoV. Devem, portanto, evitar contato próximo com animais, particularmente camelos, ao visitar fazendas, mercados ou áreas onde é sabido que o vírus está potencialmente circulando.

Evitar beber leite cru de camelo, ou comer carne de camelo que não tenha sido devidamente preparada.

Evitar beber a urina de camelo, uma prática com propósitos terapêuticos utilizada em algumas regiões.

Caso você venha a apresentar algum sintoma (febre e tosse) duas semanas após seu retorno de um dos países em que a doença está ocorrendo, procure orientação médica e relate a sua viagem ou se teve contato próximo com uma pessoa com uma doença respiratória aguda.


Casos confirmados de MERS-CoV, 2012 a 0/1/09/2017
Casos MersCoV 2017

Fonte:OMS


Para informações adicionais sobre a doença no mundo, em inglês, acesse o site da OMS.

SARAMPO E RUBÉOLA

Países envolvidos: todo o mundo.

Atualização: 25/09/2017

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS) e European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC)


Total de casos confirmados:
Um surto de sarampo na Romênia está em curso desde fevereiro de 2016 e casos continuam a ser relatados apesar das medidas de resposta que têm sido implementadas no nível nacional, por meio do reforço da vacinação. Entre 01 de janeiro de 2016 e 8 de setembro de 2017, a Romênia notificou 9.104 casos, incluindo 34 mortes. 1.969 casos foram relatados em 2016, e 7.135 casos foram reportados em 2017.

Em 2016, vários países da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu (UE/EEE) notificaram surtos de sarampo e um aumento no número de casos continua a ser observado em 2017. Surtos de sarampo anteriores e em curso em outros países da EU têm ligação epidemiológica com o atual surto na Romênia.
Nos países da União Europeia, foram notificados casos da doença na Áustria, Bélgica, Bulgária, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Itália, Portugal, Eslováquia, Espanha e Suécia, além da Romênia.


Países com atualizações desde a semana passada:

Itália: foram reportados 43 casos desde 8 de setembro de 2017. Em 2017, a partir de 13 de setembro, a Itália reportou 4.487 casos, incluindo três mortes. Nestes casos, 297 são trabalhadores de saúde. A idade média é de 27 anos; 88% dos casos não foram vacinados e 7% receberam apenas uma dose de vacina. Em 2016, a Itália informou 861 casos.


Países de fora da União Europeia:

Suíça: em 2017, até 4 de setembro, a Suíça relatou 76 casos de sarampo. No mesmo período de 2016, 42 casos foram reportados.

Ucrânia: em 2017, no final de julho, a Ucrânia reportou 1.386 casos de sarampo, em comparação com 10 casos no mesmo período em 2016. A maioria dos casos de sarampo foi relatada nas regiões de Ivano-Frankivsk (637) e Odessa (526).

República Democrática do Congo: em 2017, até 22 de agosto, a República Democrática do Congo informou 30.211 casos suspeitos de sarampo, incluindo 370 óbitos. Isto é um aumento de 5.366 desde o relatório anterior em 25 de agosto. A incidência diminuiu desde o pico do surto atual no início de 2017.

Libéria: em 2017, até 27 de agosto, a Libéria informou 1.048 casos suspeitos de sarampo, um aumento de 21 casos desde o relatório prévio em 25 de agosto. Dos casos suspeitos, 884 foram testados com 147 positivos, 691 negativos e 46 equívocos. Cento e sessenta e quatro dos casos suspeitos eram compatíveis com o sarampo e tinham um vínculo epidemiológico. Dos 737 casos considerados equívocos e negativos, 708 amostras foram testadas quanto à rubéola, dos quais 312 foram positivos.

Nigéria: em 2017, até 20 de agosto, a Nigéria reportou 16.833 casos suspeitos de sarampo, incluindo 101 óbitos. Durante o mesmo período de 2016, 21.604 casos suspeitos e 86 óbitos foram relatados.

Somália: em 2017, até 31 de agosto, a Somália reportou cerca de 16.000 casos suspeitos. Este é quase três vezes o número dos casos relatados em 2016 (5.657 casos).

África do Sul: em 2017, até 18 de agosto, a África do Sul reportou 133 casos de sarampo.

Sudão do Sul: em agosto de 2017, o Sudão do Sul relatou seis casos adicionais de sarampo. Em 2017, até 31 de agosto, relatou 1.025 casos de sarampo e 24 mortes.

Síria: entre 30 de julho e 5 de agosto de 2017, a Síria informou 45 casos suspeitos de sarampo, com a maioria dos casos relatados por Dar'a (9), Damasco (8) e Ar-Raqqa (8). Em 2017, no final de junho, a Síria reportou 352 casos confirmados de sarampo. A maioria dos casos foram relatados em abril (92 casos).

Tailândia: em 2017, até 2 de setembro, a Tailândia reportou 2.231 casos de 72 províncias. Não foram relatadas mortes.

Austrália: Em 2017, no final de agosto, a Austrália reportou 58 casos. No mesmo período de 2016, 63 casos foram relatados.

EUA: em 2017, até 12 de agosto, foram notificados 118 casos de 14 estados (Califórnia, Flórida, Kansas, Maine, Maryland, Michigan, Minnesota, Nebraska, Nova Jersey, Nova York, Pensilvânia, Utah e Washington). Em 2016, 70 casos de sarampo foram relatados em 16 estados.

 

Resumo

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa e muito comum na infância que pode ocorrer em qualquer parte do mundo. Globalmente, cerca de 20 milhões de pessoas têm sarampo a cada ano e 146 mil morrem. É uma das principais causas de morte entre as crianças, apesar de uma vacina segura e de baixo custo estar disponível.

Nos últimos 10 anos, o número de casos relatados diminuiu significativamente, no entanto, tem havido um grande número de surtos, principalmente na África e na Europa. As Américas, incluindo o Canadá e os Estados Unidos, experimentaram surtos de sarampo quando o vírus foi importado de outras regiões.Em muitas regiões, incluindo África, Ásia, Europa e Oceania, o sarampo está presente (endêmico) e grandes surtos podem ocorrer.

Os viajantes que não são imunes ao sarampo (aqueles que não foram totalmente vacinados ou que não tenham sido previamente infectados com a doença) têm risco de infecção.


O Brasil experimentou recentemente um surto, com casos relatados nos estados do Ceará e Pernambuco. No Chile houve casos notificados em Junho de 2015, pela primeira vez desde 2011. Na China, em 2014, as autoridades de saúde relataram um aumento significativo no número de casos, em comparação aos registrados em 2013. Casos de sarampo também foram notificados em viajantes a partir de China. Na Europa e na Ásia Central, nos anos de 2014 e 2015, mais de 23.000 casos de sarampo foram notificados em vários países. Bósnia e Herzegovina, Croácia, França, Geórgia, Alemanha, Itália, Cazaquistão, Quirguistão, Rússia e Sérvia continuam a relatar casos. Libéria, Guiné e Serra Leoa, no final de 2014 e início de 2015, registraram aumento de casos da doença, incluindo mortes em maio de 2015 na Libéria. Em 2015, a Mongólia informou mais de 500 casos de sarampo. Não houve casos notificados em 2014. Nas Filipinas também houve um surto e casos notificados em viajantes não imunizados. O mesmo ocorreu no Vietnã com elevado número de casos de sarampo relatados em todo o país desde o início de 2014.

 

A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação.

 

Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença.
 

 

Transmissão e sintomas

A transmissão ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração, por isso a facilidade de contágio da doença. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas.

 

A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.

 

Os sintomas iniciais são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. Após estes sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Posteriormente, as bactérias podem atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Acredita-se que estas complicações sejam desencadeadas pelo próprio vírus do sarampo que, na maior parte das vezes, atinge mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.
 

Recomendações da OMS aos viajantes

Os viajantes, independentemente da idade, que se dirigem para outros países situados fora da região das Américas e que não comprovem vacinação prévia contra o sarampo devem receber uma dose da vacina.
Alguns países da Europa, África e Ásia, não apresentam uma cobertura vacinal muito ampla contra o sarampo. Neste sentido, recomenda-se que profissionais da área de turismo e viajantes residentes no Brasil, que tenham como destino países pertencentes a outros continentes que não as Américas, procurem um posto de saúde pelo menos quinze dias antes da viagem, para serem vacinados.


Obtenha mais informações, em inglês, no site da OMS.

 


FEBRE TIFOIDE

Países envolvidos: Comum em muitas partes do mundo, exceto nas regiões mais industrializadas, como os Estados Unidos, Canadá, Europa Ocidental, Austrália e Japão. Viajantes com destino à Ásia, África e América Latina têm maior risco de infecção.
Atualização: 25/09/2017
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS) e Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

Resumo

A febre tifoide é uma infecção causada pela bactéria Salmonella typhi. É comum em países em desenvolvimento com falta de saneamento e baixos padrões de higiene. O risco de infecção é geralmente baixo para os viajantes que vão para áreas com padrões mais elevados de alojamento e saneamento e boas práticas de manuseio de alimentos. O maior risco para a febre tifoide entre os viajantes é no Sul da Ásia, embora outras áreas de risco incluam a África, Ásia, Caribe, América Central e América do Sul.

Transmissão e sintomas

A febre tifoide é mais frequentemente transmitida pela ingestão de alimentos ou água que foi contaminada com as fezes de uma pessoa infectada.

Comer alimentos ou beber bebidas que foram manipulados por uma pessoa que está infectada. Beber água que foi contaminada com esgoto.

Comer moluscos retirados de áreas poluídas por esgoto, ou comer frutas e vegetais crus, que podem ter sido fertilizados com dejetos humanos.

Os sintomas geralmente aparecem uma a três semanas após a infecção. Algumas pessoas não desenvolvem nenhum sintoma, enquanto outros podem apresentar febre, dor de cabeça, constipação ou diarreia, fadiga e perda de apetite. Em casos mais graves, os sintomas podem piorar e causar complicações fatais, como o alargamento do fígado e do baço ou sangramento intestinal.

Recomendações da OMS aos viajantes

Adote precauções com o consumo de água e alimentos.

Os viajantes que se dirigem para uma área onde exista risco de febre tifoide devem adotar as medidas de proteção para evitar doenças transmitidas através da ingestão de água e alimentos. O consumo de água tratada e o preparo adequado dos alimentos são medidas altamente eficazes. A seleção de alimentos seguros é crucial. Em geral, a aparência, o cheiro e o sabor dos alimentos não ficam alterados pela contaminação com agentes infecciosos. O viajante deve alimentar-se em locais que tenham condições adequadas ao preparo higiênico de alimentos. A alimentação na rua com vendedores ambulantes constitui um risco elevado. Os alimentos mais seguros são os preparados na hora, por fervura, e servidos ainda quentes.

Lave as mãos com frequência.

Lave as mãos com sabão em água corrente quente durante pelo menos 20 segundos, o antes de comer ou preparar alimentos e após usar o banheiro ou trocar fraldas.

Use desinfetante para as mãos à base de álcool se sabão e água não estiverem disponíveis. É uma boa idéia manter sempre algum com você quando você viaja.

A necessidade de vacinação deve ser avaliada individualmente por um profissional médico. Portanto, se você vai viajar para países onde ocorre a febre tifóide ou visitar áreas pobres, com precárias condições de saneamento e higiene, procure assistência de um profissional antes de viajar.

Monitore sua saúde. Se você desenvolver sintomas semelhantes aos da febre tifoide enquanto está viajando ou depois de retornar, procure um profissional de saúde e relate a sua viagem.

Obtenha mais informações, em inglês, no site na OMS.

 
 
 

MALÁRIA

A percentagem de populações em risco na África sub-saariana com infecções pelo parasita da malária caiu de 17% em 2010 para 13% em 2015. Nessa região, o número de pessoas infectadas caiu de 131 milhões em 2010 para 114 milhões em 2015.

Em todo o mundo, 212 milhões de casos de malária foram registrados em 2015. A maioria deles na Região Africana (90%), seguida do Sudeste Asiático (7%) e da região Mediterrâneo Oriental (2%).

Em todo o mundo, a taxa de incidência de casos de malária diminuiu 41% entre 2000 e 2015, e 21% entre 2010 e 2015.

Dos 91 países e territórios com transmissão da doença em 2015, estima-se que 40 alcançaram uma redução nas taxas de incidência de 40% ou mais entre 2010 e 2015, e pode ser considerado que estão em vias de atingir a meta global de redução adicional de 40% até 2020.

Obtenha mais informações, em inglês, no site da OMS.

Obtenha mais informações, em inglês ou espanhol, no site da OPAS.


 



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