• Português
  • Espanhol
  • Inglês

Alertas no Paraná

Lembre-se!

Se você vai viajar pelo Paraná, fique atento às principais doenças e agravos à saúde que estão ocorrendo no estado e, especialmente, nos lugares para onde você está se deslocando. Caso verifique que algum surto ou epidemia está em curso no seu local de destino, informe-se sobre a situação e adote as medidas de prevenção recomendadas para proteger a sua saúde e evitar que outras pessoas também venham a adoecer. Aqui você vai encontrar informações sobre os principais eventos de saúde pública que estão ocorrendo atualmente no Estado do Paraná.



ZIKA VÍRUS

Leia as orientações sobre o Zika vírus.

 

INFLUENZA


A gripe é uma doença causada pelo vírus da Influenza, que ocorre predominantemente nos meses mais frios do ano. Esse vírus apresenta diferentes tipos e subtipos que produzem a chamada gripe ou influenza sazonal. A gripe tem início súbito e, na maior parte dos casos, tem cura espontânea, entre sete e dez dias. Em algumas situações, podem ocorrer complicações como pneumonia e insuficiência respiratória, configurando um quadro denominado de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Essas complicações são mais comuns em grupos mais vulneráveis, como as pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

PRINCIPAIS SINTOMAS

  • Febre repentina;
  • Tosse;
  • Dor de garganta;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Dores nas articulações;
  • Dores nas costas;
  • Falta de ar, cansaço;
  • Calafrio.

PREVENÇÃO

  • Lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar;
  • Manter os ambientes arejados, com portas e janelas abertas.

Medidas Preventivas para Influenza
 
A vacinação anual contra influenza é a principal medida utilizada para se prevenir a doença, porque pode ser administrada antes da exposição ao vírus e é capaz de promover imunidade durante o período de circulação sazonal do vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. É recomendada para os grupos-alvos definidos pelo Ministério da Saúde, mesmo que já tenham recebido a vacina na temporada anterior, pois se observa queda progressiva na quantidade de anticorpos protetores.

Em caso de dúvidas, a população pode ligar para a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná: 0800 643 8484

Atendimento aos profissionais de saúde:
(41) 3330 4561 (DVVTR)
(41) 3330 4492 (CIEVS)
(41) 3330 4493 (CIEVS)





DENGUE


Municípios envolvidos: municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti no Paraná.

Atualização: 06/06/2017
Fonte: SESA – PR/ Sala de Situação da Dengue

Total de casos confirmados: 26.448 notificados, 734 confirmados e 22.324 descartados. 

Resumo

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná divulgou a situação da dengue com dados do novo período de acompanhamento epidemiológico, desde a semana epidemiológica 31/2016 (primeira semana de agosto) a 22/2017.

Foram notificados no referido período 26.448 casos suspeitos de dengue, dos quais 734 foram confirmados e 22.324 foram descartados. Os demais estão em investigação.

A incidência no Estado é de 5,32 casos por 100.000 hab. (594/11.163.018 hab.), considerada baixa pelo Ministério da Saúde (número de casos autóctones menor do que 100/100.000 habitantes).

Houve 594 casos autóctones nesse período. Os municípios com maior número de casos notificados são Londrina (4.402), Paranaguá (2.986) e Maringá (2.401), e os com o maior número de casos confirmados são Maringá (141), Londrina (82) e Cascavel (37) .


Classificação dos municípios segundo incidência de dengue por 100.000 habitantes,Paraná – semana 31 a 22/2017*.

Fonte: SESA/SVS/Sala de Situação


A dengue é uma doença febril aguda, que pode se apresentar nas formas clássica e grave. O período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.

Por definição do Ministério da Saúde é considerado caso suspeito de dengue qualquer pessoa que resida ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área com transmissão da doença ou com presença do mosquito Aedes aegypti, e apresente febre com duração máxima de 07 dias, mais pelo menos dois dos sintomas: cefaleia, dor atrás  dos olhos, exantema, prostração, dor no corpo ou dor nas articulações.

Transmissão e sintomas

A transmissão ocorre através da picada do mosquito Aedes aegypti no ciclo ser humano-mosquito-ser humano. A fonte de infecção e reservatório vertebrado é o ser humano. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com pessoa sadia, nem por intermédio de água ou alimento.

Na forma grave o quadro clínico pode evoluir rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas.

Recomendações

A vacina contra a dengue ainda não está amplamente disponível, portanto a principal forma de prevenção é a eliminação de criadouros do mosquito, evitando o acúmulo de água parada em recipientes.

Informe-se se a região que você se encontra tem transmissão da doença e utilize repelente como prevenção.

Acesse mais informações sobre a dengue.

FEBRE AMARELA

Municípios envolvidos: pode ocorrer em todo estado do Paraná, principalmente em áreas de mata fechada com presença de macacos de várias espécies e em áreas com presença de mosquitos Aedes aegypti.
Início do evento:
Atualização: 16/11/2015
Fonte: SESA-PR


Resumo

A febre amarela é uma doença febril aguda, de curta duração e de gravidade variável. Apresenta-se como infecções subclínicas e/ou leves, até formas graves, fatais. A doença pode se apresentar ainda sob duas formas distintas: febre amarela urbana (FAU) e febre amarela silvestre (FAS), diferenciando-se uma da outra apenas pela localização geográfica, espécie do vetor e tipo de hospedeiro.

Transmissão e sintomas

Na FAS o ciclo de transmissão se processa entre o macaco infectado - o mosquito silvestre - o macaco sadio. Na FAU a transmissão se faz através da picada do mosquito Aedes aegypti, no ciclo: homem infectado - mosquito - homem sadio.

O quadro típico tem evolução em duas fases (período de infecção e de intoxicação), com início abrupto, febre alta e pulso lento em relação a temperatura (sinal de Faget), calafrios, dor de cabeça intensa, dor no corpo, prostração, náuseas e vômitos, durando cerca de 3 dias, após os quais se observa remissão da febre e melhora dos sintomas, que pode durar algumas horas ou, no máximo, dois dias. O caso pode evoluir para cura ou para a forma grave (período de intoxicação), que se caracteriza pelo aumento da febre, diarreia e reaparecimento de vômitos com aspecto de borra de café, instalação de insuficiência hepática e renal. Surgem também icterícia, manifestações hemorrágicas (hematemase, melena, epistaxe, sangramento vestibular e da cavidade oral, entre outras), oliguria, hematuria, albuminuria e prostração intensa, além de comprometimento do sensório, com obnubilação mental e torpor com evolução para coma.

Recomendações

A vacinação é a mais importante medida de controle. É administrada em dose única e confere proteção próxima de 100%. Deve ser realizada a partir dos nove meses de idade, nas zonas endêmicas, de transição e de risco potencial, assim como para todas as pessoas que se deslocam para essas áreas. Em situações de surto ou epidemia, vacinar a partir dos seis meses de idade. Redução da população do Aedes aegypti, para diminuir o risco de reurbanização.

Voltar para o topo


HANTAVIROSE


Municípios/Regionais envolvidas: Ocorre frequentemente nos municípios das regiões leste e oeste com predomínio nas regiões de União da Vitória, Guarapuava, Pato Branco e região metropolitana de Curitiba.
Início do evento: janeiro a outubro de 2015
Atualização: 30/10/2015
Fonte: SESA-PR

Total de casos confirmados: 11 casos, com 4 óbitos

Resumo

A hantavirose é uma doença viral aguda, cuja infecção em humanos pode se manifestar sob várias formas clínicas, desde o modo inaparente, quando a suspeita diagnóstica fundamenta-se nos antecedentes do paciente, até quadros mais graves e característicos como a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, detectada somente nas Américas a partir de 1993.

Transmissão e sintomas

A infecção humana ocorre geralmente pela inalação de poeiras e aerossóis contaminados com a urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados, em ambientes artificiais ou naturais, fechados ou ao ar livre. Entretanto, outras formas raras de transmissão devem ser consideradas: ingestão de água e alimentos contaminados com as excretas; através de escoriações cutâneas ou mordeduras de roedores silvestres e contato dos vírus com as mucosas por meio das mãos contaminadas com estas excretas.

Os sintomas na fase inicial são: febre, dor no corpo, dor de cabeça, dor nas costas, dor abdominal e sintomas gastrointestinais, podendo evoluir com insuficiência respiratória, choque e óbito.

Recomendações

Existem municípios no Paraná onde a hantavirose é endêmica. A prevenção da hantavirose baseia-se na utilização de medidas que impeçam o contato do homem com os roedores silvestres e suas excretas, nos locais onde é conhecida a presença desses animais.

Esteja sempre atento ao apresentar sintomas respiratórios de maior gravidade e procure imediatamente assistência médica, informando as últimas atividades desenvolvidas.



LEPTOSPIROSE


Municípios/Regionais envolvidas: endêmico no estado do Paraná.
Início do evento: janeiro a outubro de 2015
Atualização: 30/10/2015
Fonte: SESA-PR

Total de casos confirmados
: 373 casos, com 38 óbitos

Resumo

A leptospirose é uma doença de importância mundial, causada por bactérias, transmitida pelo contato com urina de animais infectados ou água e lama contaminadas. Vários animais, domésticos e selvagens servem como reservatório para a persistência de focos de infecção. No meio urbano, os principais reservatórios são os roedores, especialmente o rato de esgoto. Outros reservatórios são os suínos, bovinos, equinos, ovinos e cães.

Transmissão e sintomas

A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta à urina de animais infectados (roedores, caninos, suínos, bovinos, equinos, ovinos, caprinos e eventualmente mamíferos silvestres). A penetração da bactéria ocorre através da pele com pequenos ferimentos ou lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através das mucosas. O elo hídrico é importante na transmissão da doença ao homem.

A leptospirose apresenta manifestações clínicas muito variáveis, com diferentes graus de severidade. As manifestações clínicas variam desde formas assintomáticas até quadros clínicos graves associados a manifestações fulminantes. A fase precoce da doença é caracterizada por febre repentina, comumente acompanhada de dor de cabeça e dor no corpo. Aproximadamente 15% dos pacientes evoluem para manifestações mais graves e potencialmente letais.

Recomendações

Deve-se evitar ambientes que possam estar contaminados por urina de ratos (ratazanas) e outros animais, bem como entrar em contato com água ou lama de enchentes ou rios e lagos suspeitos.

Sugere-se procurar informações sobre a ocorrência de leptospirose na região que vai visitar.

Se adoecer no retorno, não esqueça de relatar sua viagem e as prováveis situações de risco pelas quais passou durante a viagem (enchentes, acampamentos, rios e lagos).



ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS


Municípios/Regionais envolvidas
: Estado do Paraná
Início do evento:
Atualização: 06/11/2015
Fonte
: SESA-PR

Total de casos confirmados:


Resumo

Animais peçonhentos são reconhecidos como aqueles que produzem ou modificam algum veneno e possuem algum aparato para injetá-lo. Os principais animais peçonhentos que podem causam acidentes no Paraná são algumas espécies de serpentes, escorpiões, aranhas, lagartas, abelhas e águas-vivas.

Recomendações

Se tiver acidentes com animais peçonhentos (escorpiões, cobras, aranhas, abelhas e lagartas), não realize procedimentos caseiros e procure imediatamente o serviço de saúde público local. Durante o socorro, mova-se o mínimo possível. O membro atingido deve ser colocado numa posição mais elevada em relação ao corpo e o local da picada pode ser lavado apenas com água e sabão.

Procure atendimento médico o mais rápido possível. Se informe sobre os locais para atendimento com soroterapia.

Evite contato direto com animais vivos ou mortos e, acima de tudo, não manipule esses animais por mais inofensivos que pareçam.

Evite caminhar descalço em áreas de selvas ou plantações. Preferencialmente, utilize calça e botas de cano longo ou bota com perneira (que protegem até o joelho).

No caso específico de aranhas e escorpiões, vistorie roupas e calçados antes de vesti-los e toalhas ou capas antes de utilizá-las.

Durante a realização de trilhas ou caminhadas ecológicas, examine cuidadosamente os locais onde for apoiar-se (árvores, rochas). Tenha cuidado com abelhas e marimbondos. Eles são atraídos por sons, odores e cores, como barulhos de aparelhos de jardinagem e de motores de embarcação.

Não coloque a mão em buracos e tocas.

Em caso de acidentes com animais peçonhentos, se possível fotografe o animal. Isso facilita a identificação para melhor acompanhamento e tratamento.




ARRAIAS


Municípios/Regionais envolvidas: Costa oeste e costa leste do Paraná.
Espécies de água doce - os acidentes ocorrem em municípios vizinhos ao lago de Itaipu, e municípios às margens do alto Rio Paraná e Paranapanema, nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Espécies de água salgada – no litoral paranaense, os acidentes estão relacionados principalmente à manipulação das arraias como pescado.

Início do evento:
Atualização: 06/11/2015
Fonte: SESA-PR

Total de casos confirmados
:

Resumo

As arraias possuem apêndice caudal longo, em forma de chicote, onde se encontram um, dois ou mais ferrões para sua defesa. Estes são estruturas rígidas, longas, pontiagudas e com bordas serrilhadas. Os ferrões são recobertos por um epitélio que produz toxinas. As células de veneno são encontradas nos sulcos ou ranhuras dos ferrões. Os ferimentos pérfuro-cortantes resultantes de acidentes podem ser de extensão e profundidade variáveis, dependendo da parte do corpo atingida. A dor decorrente da ferroada é imediata, lancinante, podendo se estender por todo o membro acometido. É mais intensa nos primeiros 90 minutos, diminuindo gradativamente, podendo durar entre 6 e 48 horas.

Sabe-se que nos acidentes com arraias de água doce a dor costuma ser mais intensa e desproporcional ao tamanho do ferimento, podendo ser caracterizada ou descrita como "ardência".

A lesão pérfuro-cortante acarreta sangramento de intensidade variável. Os ferimentos podem ser transfixantes e têm grande potencial para complicações, podendo evoluir com necrose de pele, sujeita à infecção bacteriana secundária, com prolongado tempo de cicatrização. Pode também haver a presença de manifestações sistêmicas como náuseas, vômitos, sudorese, diarreia, vertigem, dor abdominal, febre, hipotensão arterial e taquicardia.

Recomendações

Informar-se com moradores locais, outros banhistas ou guarda-vidas do Corpo de Bombeiros sobre a presença de arraias nas localidades (praia, rios, lagos).

Ao entrar na água, usar uma vara para tatear o fundo dos locais onde vai pisar. Ao caminhar, procurar arrastar os pés sem levantá-los muito (as arraias que estiverem sob a areia ou o lodo tendem a fugir quando a água é agitada); barulho e agitação também espantam as arraias.

Em caso de acidente, o tratamento inicial consiste em imersão imediata do membro atingido em água quente, não escaldante (cerca de 50°C), por 30 a 90 minutos. O calor neutraliza as toxinas aliviando a dor e pode diminuir seu efeito vasoconstritor. Essa medida pode ser tomada mesmo em ambientes não hospitalares.



ÁGUAS-VIVAS

Municípios/Regionais envolvidas: Os acidentes de contato com águas vivas estão distribuídos em todo o litoral paranaense e têm maior frequência no verão.
Início do evento:
Atualização: 06/11/2015
Fonte: SESA-PR

Total de casos confirmados:

Resumo
As águas-vivas são animais invertebrados exclusivamente aquáticos, com ampla distribuição geográfica e predominantemente marinha. São descritos em todos os oceanos, mas os contatos com humanos provocando envenenamentos ocorrem de maneira ocasional, fortuita, ou pela manipulação deliberada dos animais.

No litoral do Paraná há cerca de cem espécies diferentes. As mais comuns, potencialmente causadoras de acidentes com banhistas, são as águas-vivas "reloginho" - Olindias sambaquiensis - Hydrozoa); Chiropsalmus quadrumanus ("água-viva cabeçuda" - Cubozoa), Tamoya haplonema - Cubozoa, Chrysaora lactea - Scyphozoa e Physalia physalis ("caravela-do-mar - Hydrozoa).

Os acidentes ocorrem a partir do contato da pele humana com os tentáculos dos animais. Esse estímulo dispara um microaguilhão que perfura a pele e inocula o veneno, uma complexa mistura de toxinas que depende da espécie do animal envolvido no acidente.

Recomendações
A melhor forma de prevenir acidentes com águas vivas é evitar entrar no mar.

Pedir informações a outros banhistas ou aos Guarda Vidas sobre a presença destes animais na água.

As caravelas, por sua coloração peculiar, são avistadas facilmente. Lembrar que seus tentáculos podem atingir vários metros de comprimento. Evite aproximar-se.

As águas-vivas, de coloração quase transparente, são mais difíceis de ser visualizadas na água.

Evitar tocar em águas-vivas ou caravelas aparentemente mortas, encalhadas na areia, pois os tentáculos ainda podem grudar na pele e descarregar os nematocistos, já que podem ser ativados apenas por estímulos mecânicos.

Ao tentar retirar tentáculos ainda aderidos à pele, utilize sempre luvas e pinças. Isso evita que o socorrista ou o profissional de saúde também se tornem vítimas.

Em casos de acidentes com águas-vivas e caravelas, primeiramente para alívio da dor inicial, use compressas geladas (pacotes fechados de gelo – cold packs – envoltos em panos, ou água do mar gelada, se disponível). Em seguida, realize lavagem do local da lesão com ácido acético a 5% (Ex. vinagre), sem esfregar a região acometida e, posteriormente, aplique compressa deste produto por cerca de 10 minutos, para evitar o aumento do envenenamento. É importante que não seja utilizada água doce para lavagem da lesão e/ou aplicação das compressas geladas, pois pode piorar o quadro. A remoção dos tentáculos aderidos à pele deve ver realizada de forma cuidadosa, preferencialmente com uso de pinça ou lâmina.

Procure assistência médica para avaliação clínica do envenenamento e, se necessário, realização de tratamento complementar.



ARANHA MARROM

Municípios/Regionais envolvidas: Há 4 espécies de aranhas marrom que se distribuem em todas as regiões do Paraná.
Início do evento:
Atualização: 06/11/2015
Fonte: SESA-PR

Total de casos confirmados:

Resumo

As "aranhas marron" (Loxosceles sp) são muito comuns em Curitiba e Região Metropolitana e demais regiões do estado, variando sua predominância conforme a espécie.

São animais pequenos, medem em torno de 4 cm quando adultos. Sua coloração é marrom e possuem pernas longas e finas.

Não são agressivas, gostam de lugares escuros, quentes e secos. No ambiente externo, vivem debaixo de cascas de árvores, em folhas secas, em buracos, em telhas e tijolos empilhados, muros velhos, paredes de galinheiros e outros.

Dentro das casas, ficam atrás de quadros, armários, no meio de livros, caixas de papelão e outros objetos que não são muito remexidos.

Constroem teias irregulares com aparência de algodão esfiapado e se alimentam de pequenos animais (formigas, tatuzinhos, pulgas, traças, cupins, etc.). Saem em busca de alimento à noite e é nesta oportunidade que podem se ocultar em vestimentas, toalhas e roupas de cama.

Os acidentes acontecem quando a pessoa ao se vestir, ou mesmo durante o sono, comprime o animal contra a pele.

A picada nem sempre é percebida pela pessoa, por ser pouco dolorosa. A dor pode ter início várias horas após o acidente.

Sintomas locais: necrose da pele variando de um ponto até uma extensa placa com manchas mescladas, bolhas com sangue ou manchas roxas. Edema e dor em queimação de intensidade variável.

Sintomas sistêmicos: Erupção cutânea, dor de cabeça, mal estar geral, febre nas primeiras 24 horas, náusea, vômito, mialgia, visão turva, que pode evoluir para o choque.

Recomendações

Procure se informar sobre os locais para atendimento com soroterapia mais próximos.

No caso específico de aranhas, vistorie roupas principalmente camisas, blusas e calças antes de vestir. Verifique calçados, sapatos, tênis e pantufas antes de usar. Inspecionar também roupas de cama e toalhas de banho. Afastar as camas das paredes.

Não pendurar roupas nas paredes.

Durante a realização de trilhas ou caminhadas ecológicas, examine cuidadosamente os locais onde for apoiar-se (árvores, rochas).

Não coloque a mão em buracos e tocas.

Em caso de acidentes com animais peçonhentos, se possível, fotografe o animal isso facilita a identificação para melhor acompanhamento e tratamento.


FEBRE MACULOSA e OUTRAS RIQUETSIOSES

Municípios envolvidos: ocorre em todo o Paraná, principalmente em áreas de pecuária e com presença de carrapatos.
Início do evento:
Atualização: 16/11/2015
Fonte: SESA-PR


Resumo
A febre maculosa é uma doença infecciosa febril, causada por riquétsias (Rickettsia rickettsii, Rickettsia parkeri), transmitida por carrapato (gênero Amblyomma), conhecido como carrapato estrela, cursando com formas leves e atípicas até formas graves com alta letalidade.

Transmissão e sintomas
Pode potencialmente ser transmitida pelo carrapato do cão. Equídeos, roedores (capivara), e marsupiais, como o gambá, têm importância no ciclo de transmissão.

Ocorre quando o artrópode permanece aderido ao hospedeiro por um período de 4 a 6 horas.

O período de incubação é de 2 a 14 dias. O início costuma ser abrupto  e os sintomas inespecíficos: febre, em geral alta, dor de cabeça; dor no corpo intensa; mal estar generalizado, náuseas e vômitos.  Entre o 2º e o 6º dia da doença surge o exantema máculo-papular, de evolução centrípeta e predomínio nos membros inferiores, podendo acometer região palmar e plantar (em 50 a 80% dos pacientes).  Embora seja o sinal clínico mais importante, o exantema pode estar ausente, o que pode dificultar e/ou retardar o diagnóstico e o tratamento, determinando uma maior letalidade.

Nos casos graves, o exantema vai se transformando em petequial e, depois, em hemorrágico, constituído principalmente por equimoses ou sufusões. No paciente não tratado, as equimoses tendem à confluência, podendo evoluir para necrose, principalmente em extremidades.

Recomendações
Qualquer caso clínico com as características acima deve ser complementado com informações epidemiológicas sobre deslocamentos e investigação de presença de carrapatos na pele e/ou história de picada de carrapatos.

Recomendar esta página via e-mail: