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18/01/2019

Febre Amarela

Monitoramento do Período Sazonal da Febre Amarela Brasil – 2018/2019
Tabela Monitoramento FA

No período de monitoramento 2018/2019 (julho/2018 a junho/2019), entre as semanas epidemiológicas (SE) 27 e 03, foram notificadas ao Ministério da Saúde 1.883 epizootias em PNH, das quais 734 foram descartadas, 862 foram indeterminadas (s/ coleta de amostras), 267 permanecem em investigação e 20 foram confirmadas por FA (por laboratório). Foram registradas epizootias de PNH confirmadas em São Paulo (10); no Rio de Janeiro (8), em Minas Gerais (1) e no Mato Grosso (1) com o maior número de epizootias confirmadas na região Sudeste (95,0%; 19/20) (Tabela 1).

TABELA 1 • Distribuição das epizootias em PNH notificadas à SVS/MS, por UF do local provável infecção e classificação, monitoramento 2018/2019 (jul/18 a jun/19), Brasil, até a SE 03*.

Tabela 01

No período de monitoramento 2018/2019 (julho/2018 a junho/2019), entre as semanas epidemiológicas (SE) 27 e 03, foram notificados 682 casos humanos suspeitos de FA, dos quais 554 foram descartados, 116 permanecem em investigação e 12 foram confirmados (Tabela 2). Entre os casos confirmados, 5 evoluíram para o óbito. A maior parte dos casos eram trabalhadores rurais, sendo 2 do sexo feminino e 10 do sexo masculino, com idades entre 24 e 60 anos.

TABELA 2 • Distribuição dos casos humanos suspeitos de FA notificados à SVS/MS por UF de provável infecção e classificação, monitoramento 2018/2019 (jul/18 a jun/19), Brasil, até a SE 03*.
Tabela dois

Locais de transmissão (áreas afetadas) 

As epizootias confirmadas em PNH registradas no período de monitoramento 2018/2019, entre as SE 27 e 03, ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso, onde ações de vigilância estão em curso. Até a presente data os casos humanos foram confirmados, tendo como LPI o estado de São Paulo, nos seguintes municípios: Caraguatatuba (1); Cananéia (1); Eldorado (8); Iporanga (1) e Jacupiranga (1).
Mapa FA
Figura 1: Distribuição dos casos humanos e epizootias em PNH confirmados para FA, por município do local provável de infecção, monitoramento 2017/2018 (jul/17 a jun/18), Brasil, entre as SE 27 e 03.

O QUE É A FEBRE AMARELA?


A febre amarela silvestre é uma infecção causada por um vírus, o vírus da febre amarela. Ela é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogos, a pessoas não vacinadas que moram ou frequentam áreas rurais, de matas, rios, reservas ou localidades que já têm casos confirmados da doença. A forma urbana da doença, que é quando é transmitida na cidade, pelo Aedes aegypti (mosquito da dengue) não ocorre desde 1942. Em termos de Paraná, não temos casos registrados de pessoas que tenham se infectado no próprio Estado desde 2008. Nessa última epidemia que assola o país desde 2017 tivemos 2 casos confirmados importados de febre amarela, uma paciente que viajou a Mairiporã e outro que esteve em São Paulo com passagem por Pariquera-Açu. Ambos não haviam tomado vacina.


SINTOMAS

Os sintomas da febre amarela são febre alta de início súbito, associada a dor de cabeça, calafrios, náuseas, dor no corpo, dor abdominal, ou seja se confundem com outras doenças como leptospirose, gripe ou dengue. A doença tem uma evolução rápida, e em 10% dos casos pode evoluir para formas graves com surgimento de icterícia (amarelão da pele), dor abdominal, hemorragias e diminuição da urina. Esses casos graves têm alta taxa de óbito. Por isso a importância de identificar a doença precocemente para realizar os cuidados médicos necessários.


VACINAÇÃO

A vacina é indicada para as pessoas entre 9 meses de idade e 59 anos. Quem nunca tomou, deve ir até uma Unidade de Saúde para se vacinar; principalmente nesse fim de ano que esquenta e as pessoas viajam ou fazem passeios em locais de risco. Nesses casos, a vacina deve ser feita 10 dias antes da exposição para proteger a pessoa.


Quem precisa de liberação médica para tomar a vacina?

Pessoas fora da faixa etária, quem tem doenças cardíacas, pulmonares, diabetes, alergia grave a ovo, gestantes, mulheres que amamentam, quem tem doenças ou toma medicamentos que comprometam a imunidade devem ter uma liberação médica antes de tomar a vacina.


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