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10/01/2019

Sarampo no Brasil - atualização

O Ministério da Saúde atualizou, na quarta-feira (09/01), as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação do sarampo no país. Desde o início de 2018, até 8 de janeiro deste ano, foram confirmados 10.274 casos no Brasil. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas com 9.778 casos confirmados e, em Roraima, com 355 casos. Três estados apresentaram óbitos pela doença: quatro em Roraima, seis no Amazonas e dois no Pará.

Os surtos ocorridos no ano passado estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8), que está circulando no Brasil, é o mesmo que circula na Venezuela, país com surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados, e também relacionados à importação, foram identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (19); Rio Grande do Sul (45); Rondônia (2), Bahia (2), Pernambuco (4), Pará (61), Distrito Federal (1) e Sergipe (4). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.

Os casos confirmados no Amazonas são resultado de uma força-tarefa realizada no final de 2018 em Manaus/AM. Mais de sete mil casos que estavam em investigação foram concluídos. Nas últimas semanas, houve diminuição na notificação de casos novos em Amazonas e em Roraima. No Amazonas, a concentração de casos desta semana se deu nos meses de julho e agosto. No estado de Roraima, o pico da doença ocorreu entre fevereiro e março de 2018. Em ambos os estados, no momento, a curva de novos casos é decrescente.

No Amazonas, para acelerar o encerramento dos casos notificados desde o início do surto, em fevereiro de 2018, uma equipe composta por técnicos do Ministério da Saúde e profissionais da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), avaliaram os resultados laboratoriais e a situação epidemiológica da doença. A ação faz parte do Plano de Enfrentamento do Sarampo.

O Ministério da Saúde vem prestando toda a assistência ao estado e também ao município de Manaus no enfrentamento da doença, desde o início do surto. Desde o início do surto, houve o envio de técnicos para apoiar os gestores na vigilância epidemiológica, nas medidas de imunização e de laboratório in loco. Também houve apoio com equipes de investigação de campo (EpiSUS); realizações de videoconferências, audioconferência com gestores e técnicos; elaboração de notas técnicas informativas; realização de capacitações; repasse de apoio financeiro; envio de kits laboratoriais e envio de vacinas.

 

IMUNIZAÇÃO SARAMPO

De janeiro de 2018 até janeiro deste ano, o Ministério da Saúde encaminhou aos Estados de Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Sergipe e Distrito Federal o quantitativo de 15,5 milhões de doses da vacina tríplice viral para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de ações de bloqueio, além da intensificação e campanha de vacinação para prevenção de novos casos de sarampo. É importante frisar que todos os estados brasileiros recebem doses para vacinação de rotina contra sarampo, que é ofertada nos postos de saúde de todo o país pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

 

Avaliação de risco da OMS


O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que afeta indivíduos suscetíveis de todas as idades e continua a ser uma causa de morte entre crianças de todo o mundo. O vírus do sarampo é transmitido através de gotículas do nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas. Os sintomas iniciais, que aparecem 10 a 12 dias após a infecção, incluem febre alta, geralmente acompanhada por um dos seguintes sintomas: nariz escorrendo, olhos vermelhos, tosse e pequenas manchas brancas no interior da boca. Vários dias depois, uma erupção se desenvolve, começando na face e pescoço superior e gradualmente se espalhando para baixo.

Um paciente é infeccioso quatro dias antes do início da erupção a quatro dias após o aparecimento da erupção cutânea. Não há tratamento antiviral específico para o sarampo, e a maioria das pessoas se recupera dentro de duas a três semanas. O tratamento de casos inclui administração de vitamina A e antipiréticos, e medicação antibiótica e antidiarreica, conforme necessário. Entre as crianças desnutridas e as pessoas com maior suscetibilidade, o sarampo pode causar sérias complicações, incluindo cegueira, encefalite, diarreia grave, infecção no ouvido e pneumonia. O sarampo pode ser prevenido pela imunização.

A Região das Américas foi declarada livre de sarampo em setembro de 2016, no entanto, os surtos causados por casos importados de outras regiões podem ocorrer esporadicamente. O risco de disseminação em nível nacional no Brasil continua elevado devido à situação epidemiológica e ao alto potencial de transmissão. Os principais desafios são a cobertura vacinal entre os imigrantes e a capacidade de diagnóstico laboratorial nas instalações locais. Devido à transmissão contínua, estratégias de vacinação e outras ações estão sendo implementadas para controlar o surto por autoridades locais e federais no Brasil.

VIAJANTES


Após a introdução da vacinação contra o sarampo a incidência da doença reduziu drasticamente, no entanto epidemias podem ocorrer a cada 2 ou 3 anos nos países onde a cobertura vacinal é baixa como é o caso de alguns países da Europa, África e Ásia .

Neste sentido, reforça-se que viajantes com destinos internacionais procurem um posto de saúde pelo menos quinze dias antes da viagem, para serem avaliados e vacinados, caso necessário, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. Profissionais da área de turismo, profissionais dos portos, aeroportos e fronteiras, aeroviários, taxistas, funcionários de hotéis e outros profissionais que atuam diretamente com turistas devem estar com a situação vacinal atualizada conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Turistas estrangeiros que tenham como destino o Brasil recomenda-se que sejam vacinados contra o Sarampo conforme o Calendário de Vacinação do seu país de origem antes da viagem.


Sarampo
 
 
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Fonte: Ministério da Saúde

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