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12/12/2018

Sarampo no Brasil - atualização


Sarampo Brasil GráficoSarampo Brasil Mapa

Até o momento, no Brasil, além dos surtos de sarampo nos estados do Amazonas e Roraima, nove Unidades Federadas também confirmaram casos de sarampo: 45 casos no Rio Grande do Sul, 44 no Pará, 19 no Rio de Janeiro, quatro casos em Pernambuco e Sergipe, três casos em São Paulo, dois em Rondônia e Bahia e um caso no Distrito Federal, totalizando 10.197 casos confirmados de sarampo no Brasil.

Em relação à caracterização viral, no Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Pará, Rio Grande do Sul e Bahia o genótipo identificado foi o D8 idêntico ao que está circulando na Venezuela, Amazonas e Roraima, com exceção de dois casos: um caso do Rio Grande do Sul, que viajou para a Europa e importou o genótipo B3, e outro caso de São Paulo com genótipo D8, mas que tem história de viagem ao Líbano, sem qualquer relação com os surtos da Venezuela e Brasil.

Até o momento, no Brasil, foram confirmados 12 óbitos por sarampo em três Unidades Federadas. Em Roraima, foram confirmados quatro óbitos, todos em menores de 5 anos, sendo um brasileiro, dois venezuelanos e um coreano. No Amazonas, foram confirmados seis óbitos por sarampo, sendo três residentes em Manaus, dois em Autazes, e um em Manacapuru. Em relação aos óbitos do estado do Amazonas, quatro ocorreram em menores de um ano de idade, um na faixa etária de 40 a 49 anos e outro maior de 50 anos.

Já no Pará, foram confirmados dois óbitos ocorridos no município de Belém, em venezuelanos/indígenas, menores de um ano de idade.

As ações de vacinação têm sido intensificadas nos locais de ocorrência dos casos para interromper a cadeia de transmissão do sarampo, desde a identificação dos casos da doença. No entanto, na rotina dos serviços, todos os estados que apresentam casos confirmados de sarampo têm cobertura vacinal abaixo de 95%, em 2018.

As baixas coberturas no sistema de informação podem estar relacionadas aos seguintes fatores: não registro ou atraso no registro dos boletins no SIPNI de doses aplicadas; erro de digitação dos boletins de doses aplicadas; não transmissão para a base de dados nacional dos dados registrados; não processamento pelo Datasus dos dados transmitidos, devido a incompatibilidade de versão do SIPNI e ainda, processo de movimentação populacional entre municípios.

Avaliação de risco da OMS


O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que afeta indivíduos suscetíveis de todas as idades e continua a ser uma causa de morte entre crianças de todo o mundo. O vírus do sarampo é transmitido através de gotículas do nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas. Os sintomas iniciais, que aparecem 10 a 12 dias após a infecção, incluem febre alta, geralmente acompanhada por um dos seguintes sintomas: nariz escorrendo, olhos vermelhos, tosse e pequenas manchas brancas no interior da boca. Vários dias depois, uma erupção se desenvolve, começando na face e pescoço superior e gradualmente se espalhando para baixo.

Um paciente é infeccioso quatro dias antes do início da erupção a quatro dias após o aparecimento da erupção cutânea. Não há tratamento antiviral específico para o sarampo, e a maioria das pessoas se recupera dentro de duas a três semanas. O tratamento de casos inclui administração de vitamina A e antipiréticos, e medicação antibiótica e antidiarreica, conforme necessário. Entre as crianças desnutridas e as pessoas com maior suscetibilidade, o sarampo pode causar sérias complicações, incluindo cegueira, encefalite, diarreia grave, infecção no ouvido e pneumonia. O sarampo pode ser prevenido pela imunização.

A Região das Américas foi declarada livre de sarampo em setembro de 2016, no entanto, os surtos causados por casos importados de outras regiões podem ocorrer esporadicamente. O risco de disseminação em nível nacional no Brasil continua elevado devido à situação epidemiológica e ao alto potencial de transmissão. Os principais desafios são a cobertura vacinal entre os imigrantes e a capacidade de diagnóstico laboratorial nas instalações locais. Devido à transmissão contínua, estratégias de vacinação e outras ações estão sendo implementadas para controlar o surto por autoridades locais e federais no Brasil.

VIAJANTES


Após a introdução da vacinação contra o sarampo a incidência da doença reduziu drasticamente, no entanto epidemias podem ocorrer a cada 2 ou 3 anos nos países onde a cobertura vacinal é baixa como é o caso de alguns países da Europa, África e Ásia .

Neste sentido, reforça-se que viajantes com destinos internacionais procurem um posto de saúde pelo menos quinze dias antes da viagem, para serem avaliados e vacinados, caso necessário, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. Profissionais da área de turismo, profissionais dos portos, aeroportos e fronteiras, aeroviários, taxistas, funcionários de hotéis e outros profissionais que atuam diretamente com turistas devem estar com a situação vacinal atualizada conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Turistas estrangeiros que tenham como destino o Brasil recomenda-se que sejam vacinados contra o Sarampo conforme o Calendário de Vacinação do seu país de origem antes da viagem.


Sarampo
 
 
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Fonte: Ministério da Saúde

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