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11/12/2017

HIV/Aids no Brasil e no Paraná

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi celebrado no dia 01/12, oportunidade em que se lembrou que o acesso à informação e à prevenção são fundamentais para o evitar o surgimento de novos casos da doença.

O Ministério da Saúde registrou aumento no número de casos de HIV em 2016, com 37.884 casos registrados, contra 36.360 em 2015 - um aumento de 4%. A tendência, de acordo com as novas notificações enviadas à pasta, é de aumento desde 2014, quando foi registrada alta de 56,2% em relação a 2013.

Esse aumento, no entanto, pode ser explicado em parte porque, em 2014, o Ministério da Saúde tornou obrigatória a notificação de casos de HIV no país. Isso significa que todos os serviços de saúde devem informar todos os novos casos. Antes, esse dado era feito a partir de amostragem em estudos isolados.

Outra política adotada pelo Ministério da Saúde que pode explicar o aumento nas notificações é a implementação de testes rápidos de HIV. Entre 2016 e 2017, o número de testes disponíveis aumentou 49%. Além disso, o alvo da política de testes mudou. Antes, principalmente nos anos 1990, você tinha uma política voltada a grupos de maior vulnerabilidade; hoje, a ideia é que todos estão em risco.

A notificação por HIV ocorre quando o indivíduo tem o vírus, mas não desenvolveu a Aids. O Ministério faz uma diferenciação entre esses dois dados: O HIV é notificado no momento do resultado do teste, se positivo. A Aids é notificada se o indivíduo aparece no hospital com alguma doença oportunista (como câncer ou infecções) ou com a imunidade muito baixa; se, durante o tratamento dessas doenças, o paciente faz o teste de HIV e ele dá positivo, o caso é notificado como Aids. Assim, quando considerado o número de casos de pessoas notificadas com Aids, houve redução de 5% em 2016, em relação a 2015, embora a queda não seja consistente em todos os grupos etários e a tendência seja de aumento entre os mais jovens.

Nos homens, o número de casos cresceu entre jovens de até 29 anos, mas caiu na população de 30 a 59 anos. Nas mulheres, a Aids cresce entre aquelas que têm 15 e 19 anos de idade, mas apresenta queda entre 20 e 59 anos, para voltar a crescer entre as com mais de 60 anos.

O Ministério da Saúde também registra mudança no perfil da epidemia nos últimos dez anos. Hoje, há tendência de queda nos casos de Aids entre mulheres e aumento entre os homens. Em 2016, foram 22 casos de Aids em homens para cada 10 casos em mulheres. Antes desse período, o órgão registrava uma tendência de aumento entre elas.

O número de casos de HIV aumentou ligeiramente entre crianças menores de 5 anos, após uma tendência de queda nos últimos dez anos. Em 2015, de cada 100 mil crianças, 2,3 nasciam com HIV. Em 2016, o número aumentou um pouco e passou para 2,4. Entre 2006 e 2016, entretanto, foi registrada queda de 34,5%. A taxa geral de mortalidade apresentou uma ligeira queda esse ano: de 5,3% em 2015, para 5,2% em 2016.

No Paraná

Em Araucária, o número de diagnósticos do vírus HIV e da Aids, em 2017 é muito superior ao registrado durante todo o ano de 2016, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O teste rápido é um meio importante para diagnosticar novos casos e dar o encaminhamento à pessoa com HIV/Aids possa que tenha uma boa qualidade de vida.

Segundo o Serviço de Orientações às DST/HIV/Aids de Araucária (SOA), em 2017 (até 30 de outubro) foram diagnosticadas 133 pessoas com o vírus HIV  (8 pessoas de fora do município); destes, 84 eram homens e 49 mulheres. Pouco mais da metade dessas pessoas (71 casos) está na faixa dos 20 a 34 anos, seguida pelos de 35 a 49 anos (45 casos). Em 2016 foram 53 diagnósticos (4 pessoas de fora do município).

Já os casos de Aids contabilizam 34 diagnósticos em 2017 (22 homens e 12 mulheres até a referida data) contra 12 em 2016. Dos diagnósticos deste ano, 13 estão na faixa dos 20 a 34 anos e 10 na dos 35 a 49. Como o HIV/Aids “não tem idade”, vale registrar que em 2016 houve 01 diagnóstico de HIV na faixa dos 05 a 09 anos e agora em 2017 foi registrado 01 caso de Aids na faixa dos 65 a 79 anos.

Conforme explicação do SOA, o aumento desses diagnósticos no município tem diversas justificativas. Os casos novos de HIV/Aids podem estar vinculados à epidemia de casos registrados de sífilis no Brasil. Uma única relação sexual sem proteção pode ocasionar em contaminação por um conjunto de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). E ter uma das DSTs de lesões (como a sífilis) pode aumentar em 18 vezes a chance de se contrair HIV/Aids, caso o resultado seja positivo.
 
O registro de pessoas que, até então, não estavam notificadas no banco de dados também contribuiu para o crescimento do número registrado em 2017 em Araucária. A sequência de ações visando a realização dos testes rápidos em diversos pontos da cidade ao longo deste ano é outro fator importante para justificar os números.

Segundo o SOA, foram realizados 3.572 testes rápidos anti-HIV de janeiro a outubro 2017; com 49 resultados positivos. No caso da sífilis, foram 4.090 testes rápidos no mesmo período; 140 deles positivos. O SOA realiza esses testes e dá o encaminhamento necessário caso o resultado seja positivo.

O que é HIV?

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não tomam as devidas medidas de prevenção. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Biologia

O HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

Assim pega:
  • Sexo vaginal sem camisinha;
  • Sexo anal sem camisinha;
  • Sexo oral sem camisinha;
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

Assim não pega:
  • Sexo desde que se use corretamente a camisinha;
  • Masturbação a dois;
  • Beijo no rosto ou na boca;
  • Suor e lágrima;
  • Picada de inseto;
  • Aperto de mão ou abraço;
  • Sabonete/toalha/lençóis;
  • Talheres/copos;
  • Assento de ônibus;
  • Piscina;
  • Banheiro;
  • Doação de sangue;
  • Pelo ar.


Fonte: Sesa-PR e MS

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